Exposição do Evangelho de João: Quem é João Batista? (Segunda e última parte):

Este foi o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para lhe perguntarem: Quem és tu? Ele confessou e não negou; confessou: Eu não sou o Cristo. Então, lhe perguntaram: Quem és, pois? És tu Elias? Ele disse: Não sou. És tu o profeta? Respondeu: Não. Disseram-lhe, pois: Declara-nos quem és, para que demos resposta àqueles que nos enviaram; que dizes a respeito de ti mesmo? Então, ele respondeu: Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías. Ora, os que haviam sido enviados eram de entre os fariseus. E perguntaram-lhe: Então, por que batizas, se não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta? Respondeu-lhes João: Eu batizo com água; mas, no meio de vós, está quem vós não conheceis, o qual vem após mim, do qual não sou digno de desatar-lhe as correias das sandálias. Estas coisas se passaram em Betânia, do outro lado do Jordão, onde João estava batizando. (Jo 1:19-28).

IV – JOÃO É A VOZ QUE CLAMA (Jo 1:22-28):

Diante da insistência da comitiva finalmente João declara que é a “voz do que clama no deserto”. Ele se refere a Is 40:3. O sentido é de um Rei que está chegando, portanto, o caminho deve ser preparado para sua passagem. João Batista se apresenta como aquele que vem a frente chamando os homens para o arrependimento, pois o Rei está chegando. Era preciso que todos preparassem seus corações. Neste sentido ele é como Elias: Chama o povo para decisão! (I Reis 18:21-24 - R. V. G. Tasker).
Diante disso aqueles homens continuaram a questioná-lo. Não entendiam porque João batizava se não era nem o Messias, nem Elias (da forma como eles entendiam, ou seja, literal), nem o profeta. A isto João responde que seu batismo é na realidade um sinal exterior do batismo que só o messias ministraria, e este é no Espírito (Leia Mt 3:1-12). No Evangelho de Mateus no texto que citamos fica claro este fato, assim como no verso 33 deste capítulo de João que estamos estudando. Ora, João Batista estava chamando os homens a prepararem o coração para a chegada do Reino de Deus pelo Messias. Para isso precisavam se arrepender. O batismo era a manifestação desse arrependimento. João chama todos. Mostra que todos precisavam arrepender-se. Ele chama os judeus para o arrependimento. Ele fala duramente com os fariseus. Ele retira toda a esperança falsa. “Produzi, pois, fruto digno de arrependimento”, é o que ele diz. O Rei viria e faria uma separação: batizaria a uns com o Espírito, e a outros com fogo. O Espírito seria derramado sobre seu povo, mas sobre os ímpios viria o fogo do juízo de Deus, ou seja, a árvore que não produz fruto será derrubada e queimada. O Senhor separará o trigo da palha.
Assim João está afirmando que pode batizar, ele foi enviado para isso pelo próprio Deus (Jo 1:6,33). No entanto seu batismo é apenas um sinal daquele batismo que só o messias pode dar: o batismo no Espírito. Trata-se da dádiva do Espírito que o Senhor Jesus dá ao seu povo. João diz que Ele já estava no meio deles, mas que eles não o conheciam. Mais uma vez João o exalta e humilha-se diante do Messias. Nem mesmo era digno um serviço tão humilde como desatar as correias das sandálias do Messias.
Diante destes fatos devemos refletir em alguns pontos. Vejamos:
A – Cristo é o Centro: Como já afirmei anteriormente, tanto João Batista como João, o Evangelista, centralizam sua mensagem em Cristo. Eles estão chamando os homens e mulheres para a realidade da chegada do Reino de Deus através do seu Ungido, O Senhor Jesus Cristo. Nada nem ninguém o substitui. A grande questão é: Vocês crêem ou não no Messias? Vocês o honram ou não? A mesma pergunta é feita a você que lê estas linhas. Qual sua resposta?
B – A grande evidência de que se honra o messias é o arrependimento. O batismo era a expressão disto. João Batista deixa claro que não adiantava os fariseus dizerem que eram filhos de Abraão (Mt 3:9). Já estudamos que nada que seja meramente humano adianta diante de Deus (Jo 1:13). A grande evidência da obra de Deus em nós é o arrependimento genuíno. Este se mostra por um ódio e abandono ao pecado, ao mesmo tempo em que há uma volta para Deus. Não esqueça disso: Você precisa se arrepender, precisa produzir frutos digno de arrependimento (Mt 3:8). Os fariseus de nosso tempo precisam ouvir tais verdades!
C – Deus está fazendo uma separação. Cristo trouxe o Reino, e os que são do Reino recebem o Espírito. Quanto aos outros o fogo será sua recompensa. O Juízo virá sobre os tais. Essa separação precisa ser enfatizada como um alerta a todos os homens. A pergunta que eu lhe faço é: Você faz parte do Reino do Messias, do Reino de Deus? Você crê no Messias? Você já se arrependeu?

V – CONCLUSÃO:

João Batista ao se apresentar, está na verdade apresentando a outro: Ao Senhor Jesus Cristo. Ele é o Rei. Nosso coração deve estar preparado para que Ele entre. Esta preparação é o arrependimento. Em Cristo fazemos parte do Reino de Deus e participamos de seu Espírito, mas sem Ele a única coisa a esperar é o fogo do Juízo Divino. Que diante Dele nos arrependamos e humildemente creiamos apenas Nele. Ele é o Rei!
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