O Evangelho é a Resposta - Perguntas essenciais - Parte II (Texto,áudio e vídeo)* - Manoel Coelho Jr.



Sem dúvida há o mal no mundo. Negar isso seria negar o que está diante de nossos olhos. Vemos a dor, as guerras, a fome, as calamidades naturais, a violência, a morte, e por aí vai. Qual o motivo de tudo isso? Interessante é observar que muitos negam a existência de Deus baseados na maldade que há no mundo. Eles dizem: “Um Deus bom não pode existir, visto que há tanta maldade no mundo”. Mas o raciocínio deles é falso. A Bíblia mostra que o fato da existência do mal não inviabiliza a crença em Deus, mas na verdade a fortalece. O argumento é: Apenas a existência de Deus pode explicar o que ocorre hoje no mundo. Em Gn 2: 16, 17 a Bíblia nos diz:

E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”.

No primeiro capítulo de Gênesis Deus vê que tudo o que fizera era muito bom. Veja:

 “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia.” Gn 1:31.

Temos assim uma explicação para o mal no mundo: O pecado. Com o pecado o mundo se tornou o que é, ou seja, repleto de mal. Deus fez um mundo bom, mas os homens se voltaram contra o Bem Supremo, odiaram o Bem e a Santidade, odiaram a Deus e amaram a morte e atraíram para si mesmos a justa ira de Deus. Não se iluda meu amigo, o mundo nunca será bom com o pecado. O salário do pecado é a morte (Rm 6: 23). Crer que podemos ter um mundo bom com o pecado, ou que podemos melhorá-lo sem tocar no problema principal que é o pecado é semelhante a crer que veneno me fará bem. Os homens gostam de acusar a Deus pelos males, mas não se dispõe a reconhecer que eles merecem o mal por serem pecadores. Eles se comportam como criminosos que odeiam e acusam o juiz quando este lhes confere uma pena que merecem por seus terríveis crimes. Assim os homens não aceitam o mal no mundo e acusam e odeiam a Deus quando os trata como réus merecedores de morte. Não aja assim, meu leitor, mas reconheça o pecado na humanidade e principalmente seu próprio pecado contra Deus. Reconheça que você é culpado e merecedor da ira de Deus. Isso é duro, não é mesmo? Mas é a verdade. Mas para concluir esse ponto enfatizo que só a fé em Deus explica o mundo ser como é. O mal está presente porque existe um Deus que foi afrontado pelo pecado da humanidade. Os homens não têm vivido para Deus, não têm vivido para sua glória, que é o verdadeiro sentido de suas vidas. Você percebe? Mas se não cremos em Deus não há como explicarmos o mal presente. Na verdade nada terá sentido.

5 – O que vem depois da morte?

Este é o grande dilema dos homens, ou seja, a morte. Vivemos em uma cultura que faz tudo para esquecer a morte. O progresso da medicina, o aumento da tecnologia, a ascensão econômica de muitos, as novas mídias, o entretenimento, enfim todas estas coisas e muitas outras fazem os homens esquecerem que vão morrer. Há até os que claramente afirmam que chegará o tempo em que a morte será banida. Mas o fato inegável diante de nossos olhos é que todos morrem e nós também morreremos. Chegará a hora, meu caro leitor, que você e eu teremos que partir deste mundo. Assim é necessário pensarmos na morte. A Bíblia nos diz:

Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, pois naquela se vê o fim de todos os homens; e os vivos que o tomem em consideração.” Ec 7:2.

 De fato precisamos pensar que todos teremos aquele fim, e não devemos nos distrair com os banquetes. Lembre: Você vai morrer! Dessa forma a questão essencial que se levanta é: O que vem depois da morte? Os ateístas tentam se satisfazer em responder que após a morte tudo termina. Esta é uma resposta muito tentadora, pois livra-os de encararem a realidade de um Juízo Finar diante de Deus. Mas dizer que tudo termina com a morte é tão somente a consequência natural do pensamento ateísta. Se não creem em Deus nada têm sentido nem mesmo os homens. Estes passam a ser um nada, tendo se originado no nada, e que acabarão no nada. Que coisa triste é este pensamento. Que nulidade será a vida se este for o caso. Na verdade não é possível que tal pensamento satisfaça realmente a alguém. Para que isso ocorra é preciso afogar demais a própria consciência.

Mas há outro aspecto que mostra a monstruosidade de tal pensamento. Se não há Deus e não há Juízo Final imposto por este Deus, isto implica que também não há padrão algum para a moralidade e a ética. Deus como ser pessoal Criador de todas as coisas é o que estabelece o certo e o errado por sua Lei. Esta Lei Moral está, segundo as Escrituras, nos Dez mandamentos e foi implantada na consciência dos homens (Leia Ex 20 e Rm 2:1-16). O Juízo será o chamado a prestação de contas a esse Supremo Juiz. Mas se não há Deus, não há um Padrão, não há Lei, não há Juízo. Neste caso onde encontraremos o Padrão? Por exemplo, Como saberemos que matar é errado?

Outra coisa, os assassinos ao longo da história tem tentado justificar seus crimes terríveis. Mas eles não são o padrão. Estes criminosos não devem julgar a si mesmos, mas sim devem ser julgados por um padrão acima e independente deles. Do contrário eles sempre se livrarão da pena, visto que isso lhes convém. Mas este padrão não pode nem mesmo ser posto sobre o juiz humano ou sobre os jurados. Estes também têm de julgar por um padrão acima e independente deles, pois pode ocorrer que um deles, ou até mesmo todos, estejam de alguma forma comprometidos com o assassinato cometido. O que a Bíblia mostra é que nossa consciência é independente de nós mesmos, pois é uma versão implantada por Deus em nós de sua Lei Moral. Por isso é que mesmo que não queiramos aceitar ou ouvir, ainda assim ela aponta para nós e nos chama de culpados quando cometemos algo errado. Você nunca experimentou esta realidade?

Tudo isso mostra que se não há Deus, também não há padrão algum de justiça. Nunca poderemos saber se uma coisa realmente é certa ou errada. Acaso um homem será o Padrão ou um grupo, ou mesmo uma sociedade?  Isso não será possível visto que interesses particulares influenciarão o julgamento. Temos assim duas terríveis consequências do ateísmo para as questões de justiça, ética e moralidade:

A – Destrói-se qualquer Padrão Absoluto, pois se não há Deus, não há Criador, não há Lei Divina, e não há prestação de contas no Juízo Final.

B – Abre-se a perigosíssima possibilidade que uma pessoa, um grupo, ou mesmo uma cultura dominante estabeleça o Padrão, o que evidentemente vai beneficiar os determinadores do “padrão” prejudicando os demais.

O fato que a história deixa bem evidente é que à medida que os homens se afastam da crença em Deus crimes terríveis vão sendo justificados. Isso não é de se admirar, pois se Deus não é crido sua Lei é abandonada e tudo se torna relativo.  Pense nisso e cuide de não matar sua consciência, pois à medida que um homem se afasta de Deus também mata a própria consciência tornando-se cada vez mais insensível ao mal. Cuidado!

Mas o que vem depois da morte? A Bíblia nos diz:

E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo,” Hb 9:27.

Todo o homem será julgado e sem a graça de Deus todos seriam condenados, pois todos pecaram, todos se rebelaram contra Deus e não vivem para o que foram criados, isto é, a glória de Deus, todos são miseráveis e infelizes pecadores que merecem a condenação eterna, inclusive você, meu leitor, se ainda não creu em Cristo. De fato apenas Cristo pode salvar. Mas este é o assunto da segunda parte deste nosso estudo.

6 – Aplicação Final:

Para encerrar desejo aplicar tudo o que venho lhe falando com a seguinte pergunta: Você crê em Deus ou é um ateísta? É possível que você me diga: “Não sou um ateísta de forma alguma, pois acredito que Deus existe”. Mas não se precipite com esta resposta. Há um ateísmo muito mais perigoso e sutil que o ateísmo que normalmente conhecemos. O que em geral chamamos por este nome é aquele da pessoa que diz claramente que não crê na existência de Deus. Esta é uma posição, que por todos os motivos que apresentei, é muito lamentável. Mas há o que podemos chamar de “ateísmo prático”. Ele se manifesta assim: Alguém diz que Deus existe, mas vive como se não existisse. Ela diz que Deus existe, mas o “deus” dela é outro. Ela diz que Deus existe, mas não trata Deus como Deus. No seu coração, nos seus desejos, e na sua prática Deus não é Deus. Ela não vive para a glória de Deus, mas vive dando glória a outra pessoa ou coisa. Este é um ateu prático.  É como alguém que diz: “Esta criança é meu filho”. Mas o mesmo que assim afirma não visita a criança, não a educa, não a sustenta, mas a abandona totalmente. Ele esta dizendo com sua prática que aquela criança não é seu filho. Você percebe o que quero dizer? Assim muitos fazem com Deus. Dizem que creem Nele, mas seu teísmo é puramente teórico, não funciona. Na verdade na prática é um ateu.  Para eles na verdade Deus não existe. Não será este o seu caso? Pense com calma: Você ama a Deus? Você o serve? Você o obedece? Você ama sua Palavra nas Escrituras? Se não você é um ateu. Neste caso há terríveis implicações contra você, pois está respondendo àquelas perguntas da seguinte forma:

A – Existe Deus?

Você: Não creio que Ele realmente exista, pois vivo como se não existisse.

B – Qual o sentido da vida?

Você: A minha vida não tem sentido, pois não tenho vivido para a glória de Deus.

C – Como posso ser feliz?

Você: Seria feliz se vivesse para a glória de Deus. Mas da forma em que vivo, não passo de um infeliz que experimenta seus dias de forma absolutamente vã.

D – Por que o mundo é como é?

Você: Porque eu com toda a raça humana temos vivido contra Deus em pecado.

E – O que vem depois da morte?

Você: Se continuar como estou cairei imediatamente no inferno, e no Juízo Final serei condenado, visto que passo minha vida afrontando ao Deus que me criou.


Amigo, pense nestas coisas seriamente. Mas não desejo leva-lo ao desespero total. Há esperança na obra de Deus em Cristo. Este é o Evangelho. Louvado seja Deus que decidiu salvar seu povo em Cristo. Este será nosso próximo assunto. Amém! 

Continua...

Pode ser copiado e distribuído livremente, desde que indicada a fonte, a autoria, e o conteúdo não seja modificado.

*Estudo da noite de quarta-feira, dia 17 de setembro de 2014, na Congregação Batista Reformada em Belém.


Leitura recomendada:
























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