O que dizer dos atributos conferidos a Maria?

Este texto foi escrito por meu irmão em Cristo, o diácono Ezequiel Farias, da Primeira Igreja Batista Reformada em Caruaru. Leiam e reflitam!
As Escrituras Sagradas relatam muito pouco a respeito de Maria, a mãe de Jesus. No entanto, sendo Elas as únicas revelações de Deus ao homem, não poderei apresentar nada além do que nElas está escrito. Quanto aos atributos conferidos à mãe de Jesus, as Escrituras não fazem nenhuma referência. Na verdade, os atributos conferidos a Maria advêm unicamente da tradição católico-romana, desde o século IV, quando a Igreja de Cristo se uniu ao Estado, no reinado do imperador Constantino. A partir de então a Igreja foi pressionada pelas circunstâncias a ceder às imposições e sugestões do imperador, sob risco de novamente sofrer perseguições – perseguições estas preferidas por muitos fiéis (da mesma Igreja) a transgredir o que as Escrituras orientavam naquela situação, e por isto passarem a se reunir à margem de toda a sociedade, mais precisamente nas catacumbas de Roma. Foi ainda neste século que a própria igreja promoveu o sincretismo entre os seus ídolos e os deuses dos povos bárbaros, que ora invadiam a Europa – igualmente por temer uma reação nefasta destes povos. Daí em diante, foi como efeito dominó, a igreja, já sem firmeza bíblico-doutrinária, passou a adotar a mediação através de santos, a idéia de padroeiros, o culto às relíquias e, a atribuir certos atributos à mãe de Jesus. (É aqui que se dividem os chamados “protestantes” e os católicos romanos.) Portanto, jamais posso ir além do que o Deus-Pai me permite na Sua Palavra, sem que me ache em contradição. Por sinal, Ele mesmo me adverte: “Nada acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor vosso Deus, que eu vos mando” (Dt 4.2).
A Igreja de Roma tem atribuído à mãe de Jesus o atributo da intercessão perante Deus, bem como o da imaculabilidade. Ela também atribui a Maria virgindade perpétua como uma marca imprescindível à santidade. Além disso, a Igreja Romana conta que Maria apareceu numa visão na cidade de Fátima (Portugal) a determinados camponeses. Finalmente, a intitula de mãe de Deus, insinuando a todos uma impressão de divindade. Entretanto, precisamos perguntar o que as Escrituras dizem de Maria e quais as bases para tantas classificações – uma vez que elas são a reunião dos únicos oráculos inspirados de Deus aos homens! E o que as Escrituras permitem que afirmemos de Maria e de tais afirmações da tradição católica romana?
A Bíblia informa que Maria – como uma dentre todo o Israel que esperava o Messias (Lc 2.25,26 e 38; Jo 4.25; 7.41,42) – foi agraciada em virtude de ser escolhida para ser a mãe do Deus-Filho encarnado (Lc 1.30, 31 e 35), e nada mais. Ora, o Enviado de Deus teria que nascer de uma mulher, obviamente; fato que, biblicamente, não lhe implicaria em alguma graça maior. Ressalte-se que Maria achou graça diante de Deus (Lc 1.30), e não o contrário, o que seria impossível, visto que nenhum ser humano possui graça de si mesmo (I Cr 29.10-14; Jo 3.27; I Co 15.10), e por isso do anjo exclamar: Alegra-te, muito favorecida! (v.28), isto é, ela recebera um grande favor (ou grande graça) de Deus! Isto significa que Deus poderia ter escolhido qualquer outra serva, sobre a qual a sua graça seria igualmente outorgada. Foi neste sentido que Isabel lhe saudou “bendita” (bem-aventurada, feliz, agraciada), o que está em conformidade com as 53 vezes em que o Antigo Testamento usa essa mesma palavra para se referir tanto a Deus, como ao Seu povo ou a servos Seus em particular. Afinal, se do profeta Moisés Deus declarou não somente achar graça aos Seus olhos, mas, ainda, conhecê-lo pelo nome (Ex 33.12), ou, de João Batista, nos revelar que já nasceu cheio do Espírito Santo (Lc 1.15), e mesmo diante destes fatos não lhes atribuir prerrogativa ou atributo divino algum, por que atribuiria a Maria tantos, simplesmente por ser escolhida para a encarnação do Messias? Na verdade, a maior das graças: a salvação da alma – que ocorre mediante a obra do Espírito Santo no espírito humano pelo Evangelho (Ef 1.13; Tt 3.4-7) – Deus já concedera a Maria, o que se pode constatar nos relatos antes do nascimento de Jesus e, sobretudo, no Cântico de Maria (Lc 1.46-55). Esta Graça, entretanto – ao menos até certo dia –, não foi concedida aos seus demais filhos (Jo 7.1-5). Com isto a Escritura nos manifesta a total independência ou dissociação entre qualquer ser humano e a vontade soberana do Espírito de Deus, seja no que diz respeito à salvação da alma (Jo 1.12,13; 3.5-8), seja em agir com quem, quando e como quer: “Pois diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão. Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia. Porque a Escritura diz a Faraó: Para isto mesmo te levantei, para mostrar em ti o meu poder e para que o meu nome seja anunciado por toda a terra. Logo, tem ele misericórdia de quem quer e também endurece a quem lhe apraz” (Rm 9.15-18).
Maria, como serva conhecedora dos textos sagrados, compreendia perfeitamente que Jesus era Aquele a quem os profetas adjetivaram de Maravilhoso, Deus forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz, o Profeta, o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, o Eu Sou, Aquele cuja Glória não divide com ninguém. Portanto, jamais poderia se achar digna de qualquer adoração ou veneração, antes, mesmo depois de Jesus se lhe referir com estas palavras: “Mulher que tenho eu contigo”, disse: “Fazei tudo como Ele vos disser” (Jo 2.4,5).
Gostaria de particularizar os comentários a cada atributo conferido à mãe de Jesus:

1-INTERCESSÃO – As Escrituras, igualmente, reconhecem unicamente Jesus Cristo como intercessor entre Deus e os homens (Rm 8.34; I Tm 2.5; Hb 7.25). E isto por razões insofismáveis. As únicas obras que satisfazem a justiça de Deus são as de Jesus Cristo, o Deus-Homem. Porque, como homem, cumpriu cabalmente a Lei de Deus (Rm 5.19) e, como Deus, morreu pelos nossos pecados sem nunca haver pecado (I Pd 2.22-24)! Por isso da Bíblia também afirmar: “Aquele que não conheceu pecado, ele [Deus] o fez pecado por nós; para que, nele [em Jesus], fôssemos feitos justiça de Deus”. Além do que Jesus é o único que desceu do céu para cumprir a obra que o Pai decretou antes dos tempos eternos (II Tm 1.9 e 10), e que para lá retornou do mesmo modo que veio (Mc 16.19; At 1.9-11) – inclusive com todos os atributos que possuía junto ao Pai antes que o mundo existisse (Mt 28.18) –, para exercer o governo divino sobre tudo e todos, até a Sua segunda vinda (I Co 15.24,25). “Por isso, também, pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus, que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios pecados, depois pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu” (Hb 7.25-27). E, portanto, Ele mesmo declarar: “E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho” (Jo 14.13).

2-IMACULABILIDADE – As Escrituras também nos revelam que somente Jesus, o Cristo, o Ungido, o Messias, nasceu por obra e graça do Espírito Santo (Mt 1.18 e 20; Lc 1.35) e, por isso, não Lhe foi legado o pecado de Adão – diferentemente do que ocorre com os demais homens: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm 5.12). Este fato sobrenatural na encarnação do Messias de Deus não preservaria somente o seu Espírito do contato com o espírito humano, mas, igualmente, que o seu corpo também fosse preservado das consequências físicas da natureza do pecado. Citando este fato, profetizado desde o Antigo Testamento, o apóstolo Pedro afirma: “Sendo, pois, profeta e sabendo que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes se assentaria no seu trono, prevendo isto, referiu-se à ressurreição de Cristo, que nem foi deixado na morte, nem o seu corpo experimentou corrupção” (At 2.30,31). Portanto, somente dEle se pode dizer Imaculado. Em contrapartida, nada nesse sentido a Bíblia ensina de Sua mãe. Contudo, pelo fato de ter nascido de uma mulher, obviamente, também nasceu em pecado (Sl 51.5). Assim, não há nenhum sentido em se atribuir imaculabilidade a qualquer dos descendentes de Adão, visto serem herdeiros de uma mesma natureza, por sinal, completamente transgressora: “Porque de dentro do homem é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Ora todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem” (Mc 7.21-23). Por isso, da Escritura ainda afirmar que “não há homem que não peque” (I Rs 8.46a/I Jo 1.8), ou mesmo “não há homem justo sobre a terra que faça o bem e que não peque” (Ec 7.20), seja por pensamento, palavra ou ação, pelo contrário, “desviam-se os ímpios desde a sua concepção; nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras” (Sl 58.3), pecando contra Deus todos os dias de suas vidas (Sl 90.8,9)!
É imprescindível que o leitor atine para o fato de que, no seu cântico, Maria exalta, agradece e louva a Deus chamando-o de “meu Salvador”. Ou seja, Maria tinha a consciência da natureza que também legara em Adão, e que somente o Deus-Salvador poderia expiar os seus pecados (Hb 10.10-18), selando na cruz do calvário a salvação que já lhe concedera – e isto porque o sacrifício do Seu Filho não está limitado ao tempo (Ap 13.8b), pois, embora existindo entre os homens, Jesus era Deus Eterno, o Eu Sou, “sem pai, sem mãe, sem genealogia; que não teve princípio de dias, nem fim de existência” (Hb 7.3).
Você não acha que o testemunho da própria mãe de Jesus seja o suficiente para compreender que se ela pudesse presenciar toda a idolatria e uso místico em torno do seu nome/imagem agiria de modo ainda mais indignado que o anjo ante a adoração de João na ilha de Patmos (Ap 19.10)? Ora, se um anjo, descido do céu, indignou-se ante a atitude de João, imagine Maria ante a tanta idolatria, condenada em toda a Palavra do seu Salvador. Ela bem conhecia as sanções do 2º mandamento para todo aquele que adorasse ou prestasse culto a qualquer das criaturas em lugar do seu Criador, bem como as palavras do profeta que diz “Eu sou o Senhor, este é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a outrem, nem a minha honra, às imagens de escultura” e, por isso, não somente abominaria qualquer glória a si, como ficaria horrorizada com tantos enganos, enganados e enganadores.

3-VIRGINDADE – A Bíblia claramente mostra em vários trechos que Jesus não era o único filho de Maria (Mt 12.46,47; 13.54-56; Mc 3.31,32; 6.3; Lc 8.19,20; Jo 7.3; At 1.14). Narra uma destas passagens que quando ela foi à procura de Jesus – talvez também imaginando que Ele estivesse louco (Mc 3.20,21) – acompanharam-na tanto os seus filhos como as suas filhas, ou irmãos de Jesus (v.32). Isto significa dizer que a virgindade de Maria ocorreu por certo tempo. Aliás, que sentido teria em José receber Maria como sua esposa se nunca viesse a coabitar com ela? Seria somente para criar Jesus? Então não precisaria se submeter ao matrimônio. Ora, qual o homem, em toda História, que se tenha casado com o propósito de não se relacionar sexualmente com sua esposa até que a morte os separe? Portanto, a Bíblia também é clara em registrar que José não a conheceu (isto é, não a desvirginou) somente enquanto Maria não dera à luz a Jesus, dizendo: “Despertado José do sono, fez como lhe ordenara o anjo do Senhor e recebeu sua mulher. Contudo, não a conheceu, enquanto ela não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus” (Mt 1.24 e 25)! Entretanto, este fato não a desabona como santa – bem como a nenhum dos demais santos, regenerados por Jesus e que fazem parte da Igreja de Deus (At 9.13,32 e 41; 26.10; Rm 15.26; II Co 1.2; Ef 1.1). Portanto, este é que é o conceito de santo na Escritura Sagrada, a qual nunca condenou o sexo dentro do casamento, nem ensina que a sua abstenção seja sinal de ausência de pecado. Ora, o sexo foi instituído pelo próprio Deus, tanto como o meio para a procriação (Gn 1.28), como para proporcionar prazer aos casados (Pv 5.15-21; Ec 9.9). Era assim que os servos de Deus ensinavam a respeito, e por isso casavam (Mt 8.14; I Co 7.3-5; 9.5; I Tm 3.2-5; Tt 1.5,6).

4-APARIÇÃO – Quanto às supostas aparições de Maria, são igualmente dissonantes com o que nos ensina a Palavra de Deus. Ora, toda a revelação de Deus aos homens foi concluída pelo Seu Filho: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho” (Hb 1.1,2a). Os verbos em grifo, no original λαλήσας e ελάλησεν, respectivamente, estão num tempo verbal que dão o sentido de que a revelação de Deus ao homem foi encerrada em ambos os casos, ou seja, tanto pelos profetas (antiga aliança), como pelo Profeta (nova aliança), e o predicativo, que no original é em Filho (sem o artigo), fixa a atenção para a natureza da revelação, isto é, conclusiva e final através do Cristo encarnado. O texto que se segue a estes versos não só fala da grandeza, mas também da superioridade de Jesus a todas as demais criaturas, implicando que Deus jamais se serviria de alguém mais na sua revelação, uma vez que falou pelo seu Filho Amado. (Sendo os escritos inspirados dos apóstolos o desenvolvimento de tudo o que Jesus já havia revelado.) Assim, o meio que Deus usa para nos falar hoje (ou nesses últimos dias) é unicamente mediante a Escritura Sagrada, já completamente revelada. E, por isso, o apóstolo Paulo afirmar: “Ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema” (Gl 1.8).
Além disso, nem Maria, nem os demais salvos por Cristo que se encontram no céu (Lc 16.22; 23.43; Fl 1.23; I Ts 3.13; 4.14) têm ciência do que se passa aqui (Ec 3.22), apenas aguardam o fim de todas as coisas (Ap 6.9-11), quando o Governador e Mantenedor de tudo e todos (JESUS), após derrotado todos os Seus inimigos, entregará o reino ao Pai (I Co 15.24-28).
Sendo assim, nenhuma revelação extra-bíblica tem valor algum, senão a que as Escrituras chamam de “operação do erro”, providenciada por Deus mesmo a todos aqueles que preferem dar crédito à mentira que à Verdade (II Ts 2.11,12), por condizer com os seus desejos carnais de adorar e servir à criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém! (Rm 1.25)

5-MÃE DE DEUS – Ao utilizar esta expressão de forma dogmática, a igreja de Roma deve ter como único propósito dar uma conotação de superioridade a Maria – o que, muito provavelmente, não conseguiria caso se limitasse a ensinar aos seus fiéis tão-somente o que a Bíblia informa neste aspecto, ou seja, que Maria é a mãe de Jesus, o Messias prometido nascido na cidade de Belém. E ponto final. Roma sabe muito bem que o Nome de Deus (apresentado segundo os seus vários aspectos atributivos) é um vocábulo que representa ou reúne as três Pessoas da Trindade Santa e Eterna. Isto significa que quando ela intitula Maria como “Mãe de Deus”, afirma algo cujo sentido se perde na dimensão a que se pretende correlacionar. Ora, mesmo que a igreja tente (quando questionada a respeito) explicar que a expressão não queira afirmar que Maria seja a mãe da divindade, mas, da Pessoa de Jesus Cristo, não é isto que o título sustentado por ela mesma sugere aos fiéis. Pelo contrário, o que concluiria qualquer ser humano, após anos e anos ouvindo está expressão, combinada a uma total desassistência das verdades reveladas, senão a idéia divinizante que a igreja de Roma tenta infundir de Maria? A expressão, na verdade, confunde os fiéis no que se refere à eternidade tanto do Filho como do Pai, ao mesmo tempo que a condição de criatura humana de Maria. Portanto, pode-se dizer que o título de “Mãe de Deus” é fruto de uma manobra gramatical chamada silogismo, isto é, uma forma de afirmar algo como verdadeiro, após basear-se em dois outros fatos que, entre si, são realmente verdadeiros. Ou seja, a primeira premissa seria: ‘Jesus é Deus’; a segunda, ‘Jesus é filho de Maria’; a terceira e última premissa concluiria, logicamente, que Maria é mãe de Deus. Mas, é exatamente nesta conclusão onde reside o que nem sempre é verdade nessa construção gramatical, o que é o caso, uma vez que a afirmação não condiz com o ensino dos Evangelhos. Vamos encontrar nos Evangelhos apenas o nome de Jesus ao se referir da Sua filiação a Maria (Jo 2.3; At 1.14) e, ainda, que o próprio Jesus nunca lhe chamou de minha mãe ou simplesmente mãe, mas, mulher (Jo 2.4; 19.26). E o que Deus quer nos ensinar com este detalhe em sua Palavra? Com este importante detalhe, Deus nos enfatiza que Maria é a mãe do Messias ENCARNADO! Por isso, ao se referir ao Enviado de Deus ou Cristo – na condição de Filho de Maria – os Evangelhos usarem tão-somente o Seu nome enquanto Homem: Jesus; de modo que não houvesse nenhuma possibilidade de se correlacionar o que pertence à alçada divina com a humana, mas, se distinguir entre a Eterna Missão de Cristo (II Tm 1.9) e os meios para cumprimento desta Missão entre os homens (Mt 26.53,24). É isto o que deveria ser destacado por todo líder que se diz cristão e defensor das Escrituras Sagradas.

É possível que este ensino da Escritura lhe seja estranho, a ponto de levá-lo, por vezes, a menear a cabeça e desfigurar o rosto enquanto o lia. Mas será que isto não se deve ao fato de você nunca ter conferido o que lhe transmitiram de religioso na Escritura? Minha oração é que você, a partir de agora, se torne um “investigador”, passando a formar um conceito religioso baseado tão-somente na Verdade: a Bíblia Sagrada!
Finalizo, deixando uma indispensável exortação do maior dos apóstolos a todos nós: “Pelo que tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos. Pelo contrário, rejeitamos as coisas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus. Antes, nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade” (II Co 4.1,2).

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