Exposição de Gênesis 4: O Terrível Crescimento do Pecado (Segunda parte):


III – CAIM E ABEL E O PRIMEIRO HOMICÍDIO (Gn 4:8):

No tópico anterior vimos que Deus alertou Caim para que não permitisse que o pecado o dominasse, mas ao contrário, que ele dominasse o pecado. O pecado estava começando a influenciar a Caim desde o momento em que seu sacrifício foi rejeitado, na verdade antes disso pois já demonstramos que sue coração era mal. No entanto foi a partir daquele momento que o pecado começou a influenciá-lo mais e mais. A revolta contra o próprio Deus e a inveja a seu irmão acharam terreno fértil no coração mal de Caim. Deus o alerta seriamente sobre isso. Já vimos que Deus procurar chamar o pecador a razão. Deus argumenta com ele, o chama a que pense e veja que o melhor é sair do pecado. Infelizmente o homem no pecado não ouve a Palavra de Deus. Teimosamente ele segue em permitir o domínio do pecado. O resultado é que um pecado chama outro, e a situação daquele ser humano que já era ruim torna-se gradativamente pior.
Vejamos este fato no caso de Caim. Em vez de ouvir a Deus ele permite que o pecado evolua em seu coração. Eu deduzo isso pelo fato que se segue. Ele fala com seu irmão e estando os dois sozinhos no campo ele o mata. Assim observamos que a revolta e a inveja dão o seu terrível fruto: o assassinato. Existe um profundo alerta em toda esta questão para cada um de nós. E o alerta é esse: o ruim pode se tornar pior. Descobrimos isso claramente no caso de Caim. Ele começa com revolta, cara feia e inveja. Tais coisas são em si mesmas muito prejudiciais e terríveis. Mas o pecado se não for dominado quererá mais e mais. Posso ilustrar o pecado como um homem glutão. Tal homem não se conforma com um pouco de comida. Se lhe derem um pedaço de pão ele quererá mais outro. Por mais que já esteja satisfeito ainda assim continuará comendo. O pecado também é assim. Se lhe permitirmos que fique no portão do muro da casa, ele procurará passar pelo portão para ficar do lado de dentro do muro. Mas não se conformará com isso, mas procurará penetrar a porta da própria casa para ficar na sala. Conseguindo seu intento não pensemos que parará. Não, ele continuará forçando o caminho até que por fim estará dormindo com a pessoa em sua cama. Uso estes exemplos para ilustrar o que o pecado faz com os homens e mulheres. Vejam o que fez com Caim. Começou com a revolta e a inveja. Mas será que parou? Sabemos que não. O pecado prosseguiu e pediu o assassinato. E será que ele parou no assassinato? De novo não. A historia posterior da família de Caim mostra que os seus descendentes se tornaram piores que ele ao ponto de Lameque até se orgulhar de ser um assassino. Mas sobre Lameque veremos depois. O que importa agora é que fica evidente este terrível crescimento do pecado.
Sabemos que a história humana e a realidade em nossa volta comprovam a veracidade deste princípio das Escrituras. Quando vemos um viciado temos a certeza que ele não iniciou onde está hoje. Houve uma terrível evolução daquele vício. Da mesma forma quando ouvimos de crimes bárbaros, sabemos que o criminoso não começou naquele ato, mas também houve um pavoroso progresso. Porém mesmo naqueles pecados que não causam tanto horror nos homens há a mesma evolução. Aquele mentiroso que você conhece, sim, aquele que mente toda hora, por acaso já começou mentindo tanto assim? Aquele fofoqueiro, que não sabe guardar o que vê, que espalha um caso para todo o mundo, que não sabe ficar calado, será que ele já começou assim? Sabemos que não. O mentiroso contumaz começou com uma “mentirinha” “inocente”. O fofoqueiro começou da mesma forma. Uma vez ele viu seu próximo fazendo algo escandaloso. Bem, ele ficou louco para contar aquilo a alguém. Finalmente ele contou para uma certa pessoa, e daí para outra, e outra, e outra. Bom, o fato é que hoje ele não se controla mais. Se vir algo conta sem vacilar e até já inventa se não tiver o que contar. Este é o progresso do pecado meus amados. E repito: isso não vai parar. O ruim pode se tornar pior. E se tornará se a graça de Cristo não atuar no coração. Meu amigo eu lhe previno: Cuidado com o pecado. Eu lhe exorto: Busque a libertação em Cristo.
Na verdade a Bíblia mostra que é no coração que tudo começa. Muito antes da prática o pecado já se manifesta. Veja o que Jesus diz sobre o assassinato e adultério:
Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento. Eu, porém, vos digo que todo aquele que sem motivo se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo.(Mt 5:21,22).
Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela. (Mt 5:27,28).
Devemos entender que Jesus ensina que o assassinato já começa com a ira no coração, e que as palavras de insulto, de desprezo já matam nosso próximo. Da mesma forma o adultério já existe na cobiça. Assim chamo a atenção que o assassinato que Caim cometeu já era real diante de Deus antes que praticasse o ato. A inveja e o ódio já estavam em seu coração e já eram diante de Deus assassinato. Já estudamos que Caim tinha um coração mal conforme nos mostra I João. Voltemos a examinar aquele texto:
Filhinhos, não vos deixeis enganar por ninguém; aquele que pratica a justiça é justo, assim como ele é justo. Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo. Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus. Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: todo aquele que não pratica justiça não procede de Deus, nem aquele que não ama a seu irmão. Porque a mensagem que ouvistes desde o princípio é esta: que nos amemos uns aos outros; não segundo Caim, que era do Maligno e assassinou a seu irmão; e por que o assassinou? Porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas. Irmãos, não vos maravilheis se o mundo vos odeia. Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte. Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si. (I Jo 3:7-15).
João esta mostrando que uma importante evidência do novo nascimento é o amor aos irmãos. Quem não tem este amor não pertence a Deus. Quem não ama é o que segundo João? Resposta: assassino (I Jo 3:15). Quem não nasceu de novo, diante de Deus, é um assassino no coração, porque não ama o próximo como deveria amar. Caim é um exemplo de um homem não nascido de novo. O coração dele é mal. Assim o assassinato começa no coração. Meu amigo eu devo lhe dizer que se você não nasceu de novo diante de Deus você é um assassino, pois não ama como deveria amar. O assassinato na maioria das vezes não é praticado, mas a inveja, o egoismo, o desejo de morte, o insulto e desprezo ao próximo, já é manifestação dele. Mas João deixa claro que os regenerados amam, porque a graça de Deus atuou no coração deles. Só Deus pode fazer isso. Devo lhe dizer que se você não ama é porque não nasceu de novo. Se este é o caso, e você faz parte de alguma igreja ou religião, eu lhe afirmo que você é apenas um religioso, e tudo não passa de máscara. Suplique que Deus tenha misericórdia de você e busque conhecer o Salvador Jesus. Clame por regeneração.
Para concluir este tópico devemos ainda notar que este assassinato representa a confirmação de Gn 3:15. A perseguição da serpente contra Cristo e os seus eleitos já se manifesta aqui. Caim odiava a Abel da mesma forma que o mundo odeia a Cristo e sua Igreja. No entanto sabemos que a vitória de Cristo e sua Igreja é certa, e por isso devemos nos regozijar e perseverar mesmo diante de duras perseguições. Amém!
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