Exposição do Evangelho de João: A adoração genuína (terceira parte)!

Para ler a primeira parte clique aqui.

Senhor, disse-lhe a mulher, vejo que tu és profeta. Nossos pais adoravam neste monte; vós, entretanto, dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. Disse-lhe Jesus: Mulher, podes crer-me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.” (Jo 4:19-24).

2 – Aplicando o princípio bíblico aos católicos e evangélicos modernos.

Agora chegamos a um segundo tópico, ao tópico da aplicação. Reconheço que para mim este é a parte mais difícil de qualquer pregação, pois é bem mais fácil apresentar a doutrina bíblica, apontar o caminho correto a seguir. Todavia devemos também fazer o outro lado do trabalho, ou seja, apontar o erro, ou para expressar melhor, “tocar na ferida”. Sem dúvida, meus irmãos, esta é uma parte essencial na tarefa do ensino bíblico, visto que as pessoas possivelmente só verão os erros se estes forem claramente indicados. Assim eu peço que você avalie com atenção tudo o que direi a partir de agora avaliando pelas Escrituras Sagradas mesmo que isso lhe seja difícil. Como dizem: “a verdade dói”. Isso é muito real principalmente quando se trata de tradições enraizadas em nós.

Devemos afirmar que há muitas tradições religiosas que de fato são apenas isso: tradições. Tais coisas não têm base na Palavra de Deus na Bíblia. Na verdade não há nada de errado com as tradições, desde que estejam de acordo com a Bíblia. Essa é a grande questão: A relação do que fazemos com o que a Bíblia diz. A grande questão é: Temos nos baseado não Bíblia em tudo o que fazemos em nossos cultos? A Bíblia para nós é suficiente, ou não?

Permitam-me elaborar melhor este ponto sobre a suficiência das Escrituras. Ao tratarmos da aplicação do princípio bíblico aos católicos e evangélicos modernos devemos olhar para a crença ou não na suficiência das Escrituras, pois esta é a raiz de todos os problemas dos católicos e evangélicos modernos, em vários aspectos de suas crenças e práticas, mas especialmente no que diz respeito ao nosso maior interesse neste momento: a forma de adoração. O fato é que nem os católicos, nem os evangélicos modernos, crêem na suficiência das Escrituras. Isso logicamente traz conseqüências em suas formas de culto.

Ilustro o que estou dizendo assim: Se, por exemplo, duas pessoas estão em dúvida a respeito de um determinado animal que encontraram na rua, se elas têm dúvida sobre que espécie é aquele animal; à quem elas devem perguntar sobre a questão? Naturalmente devem perguntar a um profissional que entende do assunto. A quem, afinal? Ora, quem entende sobre o assunto, quem é uma autoridade no assunto é aquela pessoa que estuda Biologia, a ciência que estuda os seres vivos. Assim devem perguntar a um biólogo. Este profissional dirá provavelmente que animal é aquele. Mas, suponhamos que uma das pessoas, das duas que tem a dúvida, não acredita totalmente em Biologia, bem, ele acredita um pouco, mas acha que é preciso o auxílio de outra ciência. Então, de nada adiantará consultar-se um biólogo. Os dois envolvidos não entrarão em acordo. Porque um crê em Biologia é suficiente e o outro não. Os dois têm bases diferentes sobre o assunto, e conseqüentemente chegarão a conclusões diferentes.

Bem, com relação a Bíblia algo semelhante acontece. As conclusões de quem crê na suficiência da Bíblia será diferente das conclusões daquele que, bem, crê na Bíblia, mas em outras revelações também. Você compreende?

Mas a verdade, meus amigos, é que a Bíblia é suficiente. Assim nos mostram vários textos das Escrituras, mas especialmente o seguinte texto, já conhecido nosso no presente estudo. Leiamo-no novamente:

Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”. (II Tm 3:16,17).

Mas prossigamos perguntando: Os católicos crêem na Bíblia? Por certo que sim. Porém, será que eles crêem que a Bíblia é suficiente? Não, não crêem! Ora, o ensino católico é que Deus tem se revelado a humanidade não somente através da Bíblia, mas também pela Tradição da Igreja, que seria não a forma escrita, mas a oral. Para demonstrar isso cito alguns trechos de uma publicação oficial desta Igreja. Refiro-me ao Compêndio do Catecismo da Igreja Católica. Diz ele ao responder a pergunta 13: Como se realiza a Tradição Apostólica? Resposta: “A Tradição Apostólica realiza-se de duas maneiras: mediante a transmissão viva da Palavra de Deus (chamada também simplesmente a Tradição) e através da Sagrada Escritura que é o próprio anúncio da salvação transmitido por escrito”. Portanto, os católicos crêem que a Revelação de Deus vem por duas vias: as Escrituras e a Tradição, ou seja, pela revelação escrita e pela revelação oral, a Tradição. O Compêndio deixa ainda bem claro que segundo os católicos, estas duas fontes estão intimamente unidas e provem da mesma fonte que é Deus. A união destas duas fontes é chamada de “depósito da fé”. O argumento evolui na pergunta 16 e em sua resposta. Vejamos: “A quem compete interpretar autenticamente o depósito da fé?” Resposta do Compêndio: “A interpretação autêntica do depósito da fé compete exclusivamente ao Magistério vivo da Igreja, isto é, ao Sucessor de Pedro, o Bispo de Roma, e aos Bispos em comunhão com ele. Ao Magistério, que, no serviço da Palavra de Deus, goza do carisma certo da verdade, compete ainda definir os dogmas, que são formulações das verdades contidas na Revelação divina; tal autoridade estende-se também às verdades necessariamente conexas com a Revelação”. Portanto a interpretação final deste “depósito da fé”, segundo a Igreja Católica, compete ao Papa e aos bispos em comunhão com ele. Bem amigos, creio que diante disso fica claro que a Igreja Católica não crê na suficiência das Escrituras!

E os evangélicos modernos crêem na Bíblia? Sim. Podemos dizer que crêem! Mas eles também crêem na suficiência das Escrituras? Não, em geral na prática eles demonstram que não crêem! Muita coisa concorre com a Bíblia entra os ditos “evangélicos” de nosso tempo. Citemos algumas: “novas revelações”; pragmatismo; homens “ungidos”, que dão a si próprios títulos, como, por exemplo, “apóstolos”, que inventam igrejas; supostas experiências extraordinárias, que passam a ser normativas; opiniões tidas como cientificas que se contrapõem a Bíblia, etc.

A – Problemas católicos na forma de adoração:

Por não crerem na suficiência das Escrituras os católicos chegaram a formas de culto que de maneira nenhuma possuem base na Bíblia, e até mesmo são proibidas por ela. Desejo investigar brevemente apenas duas questões: O uso de imagens e pedidos feitos a santos.

1 – O uso de imagens no culto:

Sobre as o uso de imagens afirmamos que a Bíblia terminantemente as proíbe. Vejamos alguns textos:

Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.” (Ex 20:4-6).

Este é o segundo mandamento. Nele se proíbe o uso de imagens e a adoração a elas claramente. Leia e releia e perceba isso. Ora meus caros, não fazer, é não fazer. É evidente que este verso basta para resolver a questão do uso de imagens. O fato é que não somente o uso de imagens não tem base nas Escrituras, mas é explicitamente proibido por elas. Repito: Isto basta. Não deve ser usada imagem no culto porque é proibido pelas Escrituras.

Mas apesar disso a Igreja Católica diz que se pode usar imagens, e que não pratica idolatria com isso, mas apenas “veneração”. Veja o que diz o catecismo católico na pergunta 446, e respectiva resposta:

O mandamento de Deus: "Não farás para ti imagens esculpidas..." (Ex 20,3) proíbe o culto das imagens? No Antigo Testamento, esse mandamento proíbe representar o Deus absolutamente transcendente. A partir da Encarnação do Filho de Deus, o culto cristão das sagradas imagens é justificado (como afirma o segundo concílio de Nicéia, de 787), pois se fundamenta no Mistério do Filho de Deus feito homem, no qual o Deus transcendente se torna visível. Não se trata de uma adoração da imagem, mas de uma veneração de quem nela é representado: Cristo, a Virgem, os Anjos e os Santos.”.

Para responder a isso não posso fazer melhor que citar Brian Schwertley em seu livro: “Catolicismo Romano; Uma análise Bíblica”. O autor por sua vez cita Martyn Lloid Jones. Vejamos:

Como o Dr. Martyn Lloyd Jones mostrou, essa inteligente mágica semântica se desfaça completamente na prática cotidiana da Igreja: ‘Ora, não há nada que seja tão condenado na Escritura como a idolatria. Nós não devemos fazer “imagens de escultura”. Mas a Igreja Católica Romana está repleta de imagens. Ela ensina seu povo a adorar imagens: eles adoram estátuas formas, e representações. Se você já foi a qualquer destas grandes catedrais você já deve ter visto as pessoas fazendo isto. Vá a São Pedro em Roma e você notará que há um tipo de monumento do apóstolo Pedro, e se você reparar num dos dedos do pé você perceberá que ele é liso e gasto. Por quê? Porque muitas pobres vítimas do ensino católico-romano foram beijar aquele pé! Elas se curvam com reverência e adoram imagens, estátuas, e relíquias. Eles reivindicam ter relíquias de certos santos, um pouco de osso, algo que ele usou, e põem isto em lugar especial, e perante isto elas se curvam. Isso é nada mais que completa idolatria.” O fato é que o uso de imagens acaba por desviar o foco da adoração para a própria imagem. Além disso, conforme já vimos, Deus é espírito, portanto a adoração genuína é espiritual.

O catecismo católico ainda afirma que “A partir da Encarnação do Filho de Deus, o culto cristão das sagradas imagens é justificado (como afirma o segundo concílio de Nicéia, de 787), pois se fundamenta no Mistério do Filho de Deus feito homem, no qual o Deus transcendente se torna visível". Observemos que a afirmação segue o segundo concílio de Nicéia. No entanto, não são os concílios infalíveis, mas sim a suficiente Palavra de Deus nas Escrituras. A Bíblia é nossa base. 

João Damasceno  afirmou:

Outrora, Deus nunca fora representado em imagens, uma vez que era incorpóreo e sem rosto. Mas dado que agora Deus foi visto na carne e viveu no meio dos homens, eu represento aquilo que é visível em Deus.”(Fonte: http://www.veritatis.com.br/patristica/biografias/427-sao-joao-damasceno).

O que dizer diante disso. Repito: As Escrituras constituem-se a base de nossa fé e práticas e não os concílios ou opiniões de iminentes teólogos. Ora, nas Escrituras descobrimos que a proibição de imagens permanece mesmo após a encarnação. Vejamos:

Paulo afirmou em Atenas:

Sendo, pois, geração de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra, trabalhados pela arte e imaginação do homem.” (At 17:29).

Neste capítulo no verso 16 se diz que Paulo se revoltava em face da idolatria dominante na cidade. Paulo viu ali muitas imagens, e é neste contexto que ele faz a afirmação acima. O apóstolo está dizendo que Deus não pode ser representado em forma material, em imagens, pois assim como os homens, que são semelhantes a Deus, possuem espírito, Deus é espírito. Com tudo isso fica claro que Paulo segue o mesmo princípio do Segundo mandamento, ou seja, por ser espírito Deus não pode ser representado em forma material. Vejam bem: Paulo está dizendo isso após a encarnação de Cristo. Fica claro que as imagens continuam proibidas após a encarnação de Cristo pelo mesmo motivo: Deus é espírito!

João no Apocalipse segue o mesmo pensamento de Paulo. Veja:

Os outros homens, aqueles que não foram mortos por esses flagelos, não se arrependeram das obras das suas mãos, deixando de adorar os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e de pau, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar; nem ainda se arrependeram dos seus assassínios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos.” (Ap 9:20,21).

Os homens não se arrependem nem diante dos flagelos enviados por Deus. E entre os pecados que aqui se diz que não se arrependeram está a adoração a ídolos. João segue o mesmo princípio do Segundo Mandamento em Êxodo, e do Apóstolo Paulo em Atos. Conclusão; O Antigo e o Novo Testamento proíbem ouso de imagens, portanto não devemos usá-las hoje, e todo argumento a favor de seu uso é falso por ser antibíblico!

Conclusão desta parte: Não deve-se usar imagens no culto, pois a Bíblia as proíbem e constituem-se idolatria!

B – Pedidos feitos a Maria e aos Santos:

Leiamos a seguinte pergunta e correspondente resposta do Compêndio do Catecismo a Igreja Católica:

"562. Em que a oração cristã é mariana? Por sua singular cooperação com a ação do Espírito Santo, a Igreja gosta de rezar a Maria e rezar com Maria, a Orante perfeita, para magnificar e invocar o Senhor com Ela. Maria, com efeito, "mostra-nos o caminho" que é Seu Filho, o único Mediador.

É correto fazer pedidos a Maria e aos santos? Não, não é correto! E o motivo é este: A Bíblia não nos autoriza! O ensino bíblico assim mostra claramente: Orações, pedidos, intercessões devem ser feitos exclusivamente a Deus em nome de Cristo, pois Cristo é o Único mediador entre Deus e os homens. E por outro lado em nenhuma parte a Bíblia nos orienta a orar, a fazer petições a qualquer outro. Onde está na Escritura que devemos “rezar a Maria”, como diz o documento católico? Nada existe na Bíblia que nos recomenda esta prática. Você mesmo pode ler a sua Bíblia, especialmente o Novo Testamento, e verá que nada há sobre isso.

Outra coisa interessante é o documento católico afirmar que Cristo é o Único Mediador e ao mesmo tempo defender a intercessão de Maria colocando-a assim como essencial em todo o processo. Mas se Cristo é o Único Mediador, qual a necessidade da intercessão de Maria? Com isto, afinal, não se está negando que Cristo é o único mediador, visto que é necessária a intercessão de Maria? E onde está na Bíblia a necessidade da intercessão de Maria? Ora, não existe nada na Bíblia sobre tal intercessão, e existe muito na Bíblia sobre a suficiência de Cristo como Mediador. Ele, Cristo, é o Único Mediador. Veja:

Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos”. (I Tm 2:5,6).

Amigos, “um só Mediador”, é “um só Mediador”. Não existe nenhuma necessidade de uma ajuda a este “um só Mediador”, pois se assim fosse não seria mais “um só Mediador”.

O Léxico Grego de Strong assim explica a palavra “mediador” no original:

alguém que fica entre dois, seja a fim de estabelecer ou restaurar a paz e amizade, ou para firmar um pacto, ou para ratificar um acordo

Assim, neste texto, o Apóstolo Paulo expõe Cristo como o que faz a paz entre Deus e os homens, pois foi Ele que “se deu em resgate por todos”. Não há aqui e em nenhuma outra parte a menção da necessidade de Maria como intercessora, visto que Cristo é o Mediador Único por dar a si mesmo em resgate de seu povo, o que não é o caso evidentemente de Maria. Acaso Cristo precisa de Maria? É lógico que não, pois o sacrifício de Cristo é suficiente sendo Ele aquele apropriado para Mediar os homens com Deus. Cristo é o Salvador suficiente e por Ele nos chegamos a Deus.

Neste ponto o Catecismo de Heidelberg pode nos ajudar na pergunta 30 e sua resposta:

Será que aqueles que buscam, o bem e a salvação nos assim chamados "santos", ou em si mesmos ou em qualquer lugar, realmente crêem no único Salvador? R. Não, não crêem, pois na prática negam o único Salvador Jesus, ainda que falem tanto dEle(1). Pois das duas, uma: ou Jesus não é o perfeito Salvador, ou aqueles que O aceitam como Salvador com verdadeira fé, encontram nEle tudo o que é necessário para a salvação (2)”.

Este é o caso: Ou Cristo não é perfeito Mediador, sendo assim preciso Maria e os santos, ou é suficiente como Salvador para nos reconciliar com Deus e nos conceder toda a graça, tornando desnecessária a intercessão de Maria. Pela Escritura afirmamos que a segunda alternativa é a correta, e defender uma necessária intercessão de Maria é negar a Cristo!

Vejamos agora textos que nos orientam a orar exclusivamente a Deus e em Nome de Cristo, o Único Mediador:

Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (Mt 6:6).

Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!” (Mt 6:9-13).

E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.” (Jo 14:13,14).

Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda.” (Jo 15:16).

Naquele dia, nada me perguntareis. Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes alguma coisa ao Pai, ele vo-la concederá em meu nome. Até agora nada tendes pedido em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa. Estas coisas vos tenho dito por meio de figuras; vem a hora em que não vos falarei por meio de comparações, mas vos falarei claramente a respeito do Pai. Naquele dia, pedireis em meu nome; e não vos digo que rogarei ao Pai por vós. Porque o próprio Pai vos ama, visto que me tendes amado e tendes crido que eu vim da parte de Deus.” (Jo 16:23-27).

Estes textos nos exortam a orarmos a Deus, e em Nome de Cristo. Mas onde estão os textos que nos orientam a orarmos a Maria ou a santos? Tais texto simplesmente não existem. A Bíblia em parte alguma nos ordena oramos a Maria ou aos santos. Fazer isto é desviar-se de orar a quem de fato devemos orar, ou seja, a Deus, como também fazer isto, é desprezar a Cristo como Suficiente e Único Mediador.

As próprias pessoas de destaque na Bíblia, a quem muitas vezes hoje se fazem pedidos, jamais aceitaram a honra devida somente a Cristo e as demais pessoas da Trindade. Vejamos:

A - Maria mesmo direcionou toda a atenção a Cristo na ocasião da transformação da água em vinho em um casamento em Caná:

Então, ela (Maria) falou aos serventes: Fazei tudo o que ele (Cristo) vos disser.” (Jo 2:5).

B - João Batista não aceitou o ciúme de um discípulo que o exaltava em lugar de Cristo e transferiu toda a atenção a Nosso Senhor:

Depois disto, foi Jesus com seus discípulos para a terra da Judéia; ali permaneceu com eles e batizava. Ora, João estava também batizando em Enom, perto de Salim, porque havia ali muitas águas, e para lá concorria o povo e era batizado. Pois João ainda não tinha sido encarcerado. Ora, entre os discípulos de João e um judeu suscitou-se uma contenda com respeito à purificação. E foram ter com João e lhe disseram: Mestre, aquele que estava contigo além do Jordão, do qual tens dado testemunho, está batizando, e todos lhe saem ao encontro. Respondeu João: O homem não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada. Vós mesmos sois testemunhas de que vos disse: eu não sou o Cristo, mas fui enviado como seu precursor. O que tem a noiva é o noivo; o amigo do noivo que está presente e o ouve muito se regozija por causa da voz do noivo. Pois esta alegria já se cumpriu em mim. Convém que ele cresça e que eu diminua. Quem vem das alturas certamente está acima de todos; quem vem da terra é terreno e fala da terra; quem veio do céu está acima de todos e testifica o que tem visto e ouvido; contudo, ninguém aceita o seu testemunho. Quem, todavia, lhe aceita o testemunho, por sua vez, certifica que Deus é verdadeiro. Pois o enviado de Deus fala as palavras dele, porque Deus não dá o Espírito por medida. O Pai ama ao Filho, e todas as coisas tem confiado às suas mãos. Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.” (Jo 3:22-36).

C - Paulo e Barnabé não aceitam sacrifícios em Listra, pois dizem que são homens como aqueles que queriam adorá-los. Então procuraram levar aquelas pessoas ao Único Deus Criador:

Em Listra, costumava estar assentado certo homem aleijado, paralítico desde o seu nascimento, o qual jamais pudera andar. Esse homem ouviu falar Paulo, que, fixando nele os olhos e vendo que possuía fé para ser curado, disse-lhe em alta voz: Apruma-te direito sobre os pés! Ele saltou e andava. Quando as multidões viram o que Paulo fizera, gritaram em língua licaônica, dizendo: Os deuses, em forma de homens, baixaram até nós. A Barnabé chamavam Júpiter, e a Paulo, Mercúrio, porque era este o principal portador da palavra. O sacerdote de Júpiter, cujo templo estava em frente da cidade, trazendo para junto das portas touros e grinaldas, queria sacrificar juntamente com as multidões. Porém, ouvindo isto, os apóstolos Barnabé e Paulo, rasgando as suas vestes, saltaram para o meio da multidão, clamando: Senhores, por que fazeis isto? Nós também somos homens como vós, sujeitos aos mesmos sentimentos, e vos anunciamos o evangelho para que destas coisas vãs vos convertais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que há neles; o qual, nas gerações passadas, permitiu que todos os povos andassem nos seus próprios caminhos; contudo, não se deixou ficar sem testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando-vos do céu chuvas e estações frutíferas, enchendo o vosso coração de fartura e de alegria. Dizendo isto, foi ainda com dificuldade que impediram as multidões de lhes oferecerem sacrifícios.” (At 14:8-18).

D – Sobre os anjos, o Catolicismo erradamente ensina que a Igreja “invoca a assistência deles e celebra liturgicamente a memória de alguns” (Compêndio do Catecismo, resposta a pergunta 61). Mas o anjo de Apocalipse não aceitou a honra de João dizendo que está só cabe a Deus:

Então, me falou o anjo: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E acrescentou: São estas as verdadeiras palavras de Deus. Prostrei-me ante os seus pés para adorá-lo. Ele, porém, me disse: Vê, não faças isso; sou conservo teu e dos teus irmãos que mantêm o testemunho de Jesus; adora a Deus. Pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia.” (Ap 19:9,10).

Vê-se em todos estes exemplos que se estes seres humanos em vida, e o anjo em Apocalipse, não aceitaram a honra devida somente a Deus, hoje também é errado dar-lhes a honra que somente Deus merece!

Conclusão desta parte: Não devemos fazer pedidos a santos ou a Maria, visto que claramente a Bíblia nos orienta a orarmos somente a Deus, e em Nome de Cristo o Único Mediador.

Acrescento as esclarecedoras palavras do Pr. Hernandes Dias Lopes do artigo “Maria, a bem-aventurada entre as mulheres”:

Somente Deus pode ouvir e atender as nossas orações. Somente ele é digno de receber culto. O culto a Maria e as orações que são feitas a ela estão em desacordo com o ensino da Bíblia. Ela precisaria ter os atributos exclusivos da Divindade, como onisciência, onipotência e onipresença para poder ouvir todas as orações e interceder. Nem Pedro, nem Paulo, nem os anjos jamais receberam adoração. Somente Deus é digno de ser adorado. A veneração a Maria como Mãe de Deus, Rainha do céu, mãe da igreja está em total desacordo com o ensino da Palavra de Deus.

Essa idéia procedeu do entendimento da Idade Média que Jesus era um juiz muito severo e que Maria teria um coração mais terno e compreensivo. Isso é contrar a perfeição absoluta de Deus. A doutrina proclamada “Tudo por Jesus, nada sem Maria” está em desacordo com o ensino das Escrituras.

A Bíblia diz claramente que Jesus é o único Mediador (1 Tm 2:5; Jo 14:6; 1 Jo 2:1; Rm 8:34; Hb 7:25).
"(Leia todo o artigo clicando aqui). 

Continua...

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Comentários

  1. Bom dia, irmao Coelho!Vim te vistar e quero lhe dar os parabens pleo blog. Um bom fim de semana.

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  2. Muito grato por sua visita e palavras irmã. Volte sempre,pois é muito bem vinda! Abraços!

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Caros amigos, como o propósito do blog é mostrar o que a Bíblia ensina para a nossa edificação espiritual, e não fomentar polêmicas, que tendem a ofensas e discussões infrutíferas, não publicarei comentários deste teor, tão pouco comentários com linguagem desrespeitosa. Grato pela compreensão.

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