Os evangélicos modernos abandonaram a Bíblia Sagrada e foram lançados em trevas - Parte X - A encarnação de Cristo.

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Tendo feito uma breve abordagem sobre a importância de se conhecer a identidade de Cristo, tratarei agora sobre a pessoa e obra do Salvador. Iniciarei falando da encarnação. Assim faço por entender que precisamos observar logo no início a singularidade deste homem chamado Jesus Cristo. Charles Hodge em sua Teologia Sistemática assim nos diz sobre o ataque de hereges a Cristo: “Os hereges de todas as épocas têm explicado de tal maneira os fatos registrados a respeito de Cristo que têm negado ou a veracidade acerca de sua natureza divina, ou a integridade de sua natureza humana, ou a unidade de sua pessoa”.

 Acredito que Hodge foi muito feliz em sua afirmação. Assim, pode-se dizer seguindo-se o seu raciocínio que têm ocorrido ao longo da História do Cristianismo três espécies de ataques heréticos contra a identidade de Cristo:

1 – Ataques contra sua natureza divina.

2 – Ataques contra sua natureza humana.   

3 – Ataques contra a natureza de sua pessoa.

Para explicar o que devemos entender por encarnação de Cristo estarei orientando-me por estes três aspectos procurando mostrar primeiro o que não é, e em seguida o que é a encarnação do Salvador. Depois falarei da necessidade do nascimento virginal, e de sua humanidade.

A – Cristo não é apenas homem, mas também a Segunda Pessoa da Trindade que revestiu-se de carne (Jo 1:1-14).

Ao longo da história apareceram pessoas que negaram a divindade de Cristo asseverando que ele era um homem como outro qualquer. Devemos combater esse erro afirmando que Cristo não é apenas homem. De fato Ele é sim um homem, mas também é mais que um mero homem, é Deus, é a Segunda Pessoa da Trindade que se revestiu de humanidade. Precisamos defender veementemente a Divindade de Nosso Senhor. João nos diz em seu Evangelho que o Verbo, a Palavra, o Unigênito do Pai, estava com Deus no princípio, que Ele é Deus, que tudo foi feito por Ele, e que Ele é a Vida e a Luz dos homens. Evidentemente que se trata da Segunda Pessoa da Eterna Trindade. Esta Pessoa revestiu-se de humanidade, é o Deus-Homem.

B – Cristo não tinha apenas a aparência de homem, mas de fato era homem (Lc 24: 38-40, Hb 4:14-16; Jo 4:6,7; Lc 4:2, Jo 2:13-17; Mc 3:5).

Outro erro que apareceu ao longo da história foi o de negar a humanidade de Cristo. Contra este erro devemos afirmar que Cristo não tinha apenas uma aparência de humanidade, mas de fato era homem.  Afirmemos que Cristo não é um dos anjos que veio ao mundo. Não. Ele é Deus! Mas também afirmemos a sua real humanidade. É isso que o Novo Testamento nos mostra claramente. Ele foi tentado, ainda que sem pecado, possuía um corpo real, tinha sede e fome, ficava cansado, e possuía sentimentos humanos. Tudo isso diz respeito a um homem real. De fato Ele é o Deus-Homem.

C – Jesus não se tornou uma outra Pessoa, mas é a Eterna Pessoa que se revestiu de humanidade (Jo 1:1-14).

Na Trindade encontramos as Três Benditas Pessoas Eternas: O Pai, O Filho, e o Espírito Santo. Cristo é a Segunda Pessoa que em dado momento revestiu-se de humanidade. Assim temos esta Eterna Pessoa que se reveste de humanidade, mas que não se transforma em outra Pessoa. É a mesma Pessoa. Ataques contra a natureza ou unidade da Pessoa de Cristo têm ocorrido ao longo dos tempos. Devemos nos precaver de erros como afirmar que Ele se transformou em outra Pessoa, ou que são duas pessoas, isto é, divina e humana. Não e não, nada disso é correto. O fato é que João pelo Espírito nos diz que Aquele que estava com Deus no princípio, Aquele que é Deus, Aquele que fez todas as coisas, Aquele que é a Vida e Luz dos homens, sim, esta Bendita Pessoa revestiu-se de humanidade. Está é a única Pessoa, A Segunda Pessoa da Trindade, O Filho de Deus, o Cristo, o Deus-homem, ou nas palavras de Martyn Lloyd-Jones: “Uma Pessoa, duas naturezas, as duas sem mistura, unidas, porém não confundidas, não fundidas, não misturadas, permanecendo separadas, Deus e homem” (Martyn Lloyd-Jones; Grandes Doutrinas Bíblicas – Deus Pai, Deus Filho; página 359).

D – A importância do nascimento virginal de Cristo (Mt 1:18; Lc 1:26-38).

Cristo nasceu de uma virgem. Esta é afirmação bíblica. Esta é a nossa fé cristã. Mas qual a importância do nascimento virginal? Podemos afirmar que a importância está na preservação do homem Jesus do efeito do pecado de Adão. Se o homem Jesus nascesse como qualquer um de nós haveria a consequente culpa do pecado de Adão sobre Ele. Mas assim não foi. O que Mateus e Lucas nos mostram é que da substância de Maria nasceu Cristo por obra do Espírito Santo de Deus, e “que a influencia do Espírito Santo foi tão poderosa e santificadora em seu efeito que não houve transmissão de pecado ou culpa de Maria para Jesus” (Franklin Ferreira, Alan Myatt – Teologia Sistemática; página 515).

E – A necessidade da humanidade de Cristo (Rm 5:12-21).

Paulo mostra que por um homem veio o pecado e a morte, e por outro homem, que é Cristo, veio a graça e a justificação. Ora, se por Adão, o primeiro homem, veio a morte, era mister ter-se um novo cabeça, um homem santo, que redimisse esta nova raça, os eleitos de Deus. O Senhor Jesus Cristo é este homem. Ele viveu uma vida justa e morreu pelos pecados de seu povo. Este homem, diferentemente de Adão, nunca pecou, mas morreu pelos pecados de outros. Ele, e só Ele é o iniciador da Nova Raça, a Raça Redimida. Prezado leitor, o Deus-homem, o Senhor Jesus Cristo é sua Única esperança. Confie apenas Nele para sua Salvação. Nele você fará parte da Raça Redimida. Que você creia no Deus-homem Jesus Cristo. Amém!

Continua...

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Seja Cristo Engrandecido - O Ensino de Calvino para Hoje


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