Por que a Bíblia é a Palavra de Deus e não de homens? - Ezequiel Farias*.

Verdadeiramente crer ou não na Bíblia é, sobretudo, uma questão de fé, que é dada apenas aos eleitos de Deus (Jo 6.37; 10.25-27; 17.2-9; II Tess 3.2b; Tt l.l), pois, na verdade, alguém que não tenha recebido este dom de Deus (Ef 2.8) jamais poderá crer em tudo que a Bíblia nos ensina (Hb 11.1). Não se trata, portanto, de um crer humano e natural, ou baseado no raciocínio e na lógica (mesmo que mediante fatos constatáveis), nem igualmente de uma “fé” que sobrevive apenas através de expressões afirmativas, mas de um crer que se origina por intervenção divina na alma do homem mediante a Escritura (Jo 3.5; Ef 1.13; At 16.14; Rm 10.17). Portanto, “as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” (I Co 2.9) – ou para os que foram vivificados pela fé bíblica –, e por isso declaram ser a Bíblia a mais sublime expressão da Sabedoria e Poder de Deus, conforme I Co 1.18-25.

Tanto as doutrinas como determinados fatos bíblicos são completamente contrários ao senso comum e à vontade dos seres humanos, o que não o seria caso a tradução da Bíblia tivesse sido adulterada (como imaginam alguns) ou representasse meramente um conjunto de registros humanos (como se procura conceituar), possíveis de compreensão e aceitação pelo homem natural. Daí ela mesma informar parecer-se loucura aos olhos dos “sábios” (I Co 2.14). Desta forma, o resultado da tradução bíblica tem reforçado tanto o zelo dos tradutores gentios como dos antigos escribas. Outro fato muito interessante neste aspecto é que em I Pd 1.10,11 a Escritura informa que os profetas do Antigo Testamento pesquisavam as suas próprias profecias a respeito de Cristo, com o fim de descobrirem qual a ocasião ou as circunstâncias em que se dariam os Seus sofrimentos e as glórias que se seguiriam – fato que não teria sentido caso a Bíblia fosse o resultado de mera compilação de conceitos humanos.  

Também há alguns fatos nas diversas áreas do conhecimento humano que atestam mesmo a Bíblia como Palavra de Deus e não de homens, os quais passo a mencionar.

Temos ouvido mais recentemente de pesquisa entre a Psicologia e a Medicina que ter um relacionamento agradável com o próximo e estar bem consigo mesmo contribui para um funcionamento satisfatório de todo o nosso organismo. Ora, a Bíblia já há muito ensina isto. O grande rei Salomão, inspirado pelo Conhecedor do mais profundo do coração humano: Deus, já escrevia para a posteridade: “Palavras agradáveis são como favo de mel: doces para a alma e medicina para o corpo”, “o coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos” (Pv 16.24; 17.22). Bem como, para aqueles que calam ou suprimem a confissão de seus pecados, a Escritura já há muito alerta: “Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio” (Sl 32.3,4).

Ultimamente, também, após estudos do DNA, ouvimos a Genética anunciar que a espécie humana não tem sua origem diversificada, mas advem de uma única classificação genética. Ora, mas não é a Escritura desde os escritos de Moisés que já nos informava isto mesmo, isto é, que toda a humanidade é descendente de um único ser humano?

A Psicologia, novamente, chega muito atrasada ao constatar que o homem é dotado de uma consciência moral, pois isto não é novidade para os que crêem na Escritura como Palavra inspirada por Deus. E, enquanto ainda estuda a origem desta consciência, vou aqui adiantando ao dileto leitor o que a Psicologia daqui a um bom tempo concluirá – embora, na verdade, eu duvide que venha a reconhecer o que neste aspecto a Bíblia afirma –, ou seja, que desde a Criação do homem Deus lhe conferiu o seu caráter ou a sua Lei moral: “Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos. Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se” (Rm 2.14,15).

A Sábia Escritura também não deixa os “sábios” da área da ciência espacial, geológica e oceanológica escusáveis em relação a Deus como Autor dEla mesma, quando nos passa informações que só poderiam vir do Todo-Poderoso – considerando-se que foram escritas há mais de 2500 anos, quando ainda não eram conhecidas por nenhum dos homens. Assim, nos informa as Escrituras do peso do ar (Jó 28.25); das correntes marítimas (Sl 8:8); da barisfera (Jó 28.5); dos caminhos e movimentos dos ventos sobre a Terra (Ec 1.6); que as estrelas emitem som (Jó 38.7); que nada se perde, mas tudo se transforma (Ecl 3.14,15); que nada mais pode ser criado (Gn 2.1) – conforme a 1ª lei da Termodinâmica; que a luz percorre um caminho, mas que a sombra conforma um lugar no espaço (Jó 28.26; 38.19; Sl 19.5-6); que a terra está sobre o nada (Jó 26.7) – e não sobre dorsos de elefantes apoiados sobre gigantesca tartaruga, como afirmavam os egípcios; que a terra é redonda (Jó 2.2; Is 40.22a) – e não como um enorme prato ou disco, como antigamente se concebia; que a chuva obedece a um ciclo natural (Ec 11.3a; Is 55.10; Am 9.6b); que nada do que existe foi formado do que é aparente (Rm 4.17b; Hb 11.3 – Física Quântica); entre outras informações. Por isso da Ciência (não Teoria!) se harmonizar com a Escritura, uma vez que se baseia em provas sob leis estabelecidas pelo Autor dEla.

Pondere ainda nos seguintes fatos que apontam para a Criação de todas as coisas conforme o relato bíblico:

1 A Ciência não tem conhecimento de uma fonte de informações codificadas maior e mais complexa que a encontrada no DNA. Para produzir um DNA uma célula necessita de aproximadamente 75 tipos de proteínas. Numa única célula há 2.000.000 de informações. Um ser humano tem uma média de 100 trilhões de células. Isto significa que se a probabilidade de surgimento de todas as espécies por evolução é considerada um verdadeiro milagre, não se deve considerar diferente o surgimento de todas as coisas conforme o relato bíblico! O que ocorre, porém, é que a Ciência sabe que a existência de tais informações no DNA (contendo todas as estruturas, funções e características externas de um ser vivo) não pode ter-se originado de matéria ou processo natural!

2. Após 1920 a Ciência concluiu a existência das duas e únicas partes geográficas quando da formação da Terra, denominando-as de Pangeia e Pantalassa – ou seja, porção seca (terra) e ajuntamento das águas (mares) conforme o relato de Gênesis 1.10.

3. Com o descobrimento das células tronco a Ciência também começou a ver sentido no relato bíblico da formação da mulher, vez que destas células é possível a produção de material orgânico, e daí até mesmo a realização de clonagem humana.

4. Somos todos informados que todos os componentes que formam o corpo humano existem na terra, o que condiz perfeitamente com a informação bíblica da origem do homem, cujo nome (Adão), significa “da terra” ou “da cor da terra”, isto é, nem branca nem negra, mas mediana, o que possibilita a diversidade de cores entre os seres humanos.

5. Conforme a Lei de Mendel é possível diferentes combinações de genes ou alteração do material genético, resultando em novas formas de vida – não novos genes – dado a reserva genética existente no DNA. Tal fato apóia uma micro-evolução (evolução em uma mesma espécie), isto é, uma variação nas formas de vida – o que explica as múltiplas raças entre os seres humanos. Aliás, a Ciência sabe como informação genética pode ser perdida, mas até o momento nenhuma de suas experiências demonstrou a formação espontânea de uma nova informação genética, que justificasse uma macro-evolução (evolução de uma para outra espécie) conforme o conceito evolucionista.

6. A Biogênese diz que somente vida gera vida. Onde esta a base da evolução a partir do Big Bang – onde tudo, se não era, se tornou estéril!

7. As duas Leis da Termodinâmica: A Lei da Conservação da Energia e a Lei da Deterioração da Energia se harmonizam perfeitamente com as informações bíblicas. A 1a Lei diz que embora a energia possa mudar de forma, não pode ser nem criada nem destruída e, portanto, a soma total da energia é constante, e a 2a, estabelece que em qualquer processo ou sistema no qual a energia esteja sendo transformada em outras formas, ao menos certa porção dela transforma-se em energia térmica (calor) que, por sua vez, não pode reconverter-se em outras formas úteis. Ora, se toda nova forma que a energia toma, parte torna-se calor, segue-se entender que em certo tempo existiu a energia de todas as coisas de uma forma total e que, portanto, o Universo está em decadência e desordem.

8. Cria-se que as galáxias que se localizam anos-luz mais distantes de nós eram mais velhas que as mais próximas. Foi comprovado pelos cosmologistas, todavia, que tanto aquelas como estas tem idades aparentes.

9. A Física Espacial informa que o campo magnético da Terra perde metade de sua intensidade de 1400 a 1400 anos, e quanto menor pior para a vida no planeta. Esse campo é o que protege a terra de raios cósmicos e ventos solares – inclusive já estamos sofrendo os efeitos maléficos destes raios. Como explicar o surgimento dos seres vivos em milhões de anos se ao retrocedermos apenas 10.000 já não encontraríamos condições de vida no planeta?

10. A Ciência informa que a Lua esta se distanciando da Terra, mas que a distância entre elas nunca poderia ser menor que 18.500 km. Considerando os bilhões de anos dado a Lua, a Terra já teria deixado de existir a muito tempo dado a proximidade daquele.

11. O sol encolhe 1,5m por hora. Baseada na temperatura atual, a Física Espacial calcula que há 10.000 anos atrás a temperatura seria de aproximadamente 137°C. Como explicar vida na Terra a milhões ou bilhões de anos?

12. Em virtude da concepção evolucionista de que a Lua – bem como o nosso planeta – existe a cerca de quatro bilhões de anos, os evolucionistas esperavam que os astronautas encontrassem uma poeira cósmica com cerca de 1,5m a 2m de altura em certas regiões, quando de sua viagem ao Astro em 1969. Para a surpresa deles, toda poeira encontrada não passou de 2cm. Numa evidência de que o nosso satélite não é tão velho como se imaginava – nem muito menos a nossa linda e recente Terra.

Assim, mesmo que descobertas estabeleçam certa distância entre a Ciência e a Bíblia, isto será por certo espaço de tempo, até que o avançar da Ciência venha a comprovar os fatos bíblicos, visto que estes tem como Autor o mesmo Criador de todas as leis que regem o Universo!

A Escritura é o único Livro que manifesta a Glória, o Poder e a Sabedoria de Deus de modo explícito e majestoso, cujas promessas e profecias são perfeitamente cumpridas, a exemplo do nascimento de Cristo (Is 7.14; 9.6,7; Mq 5.2-4), sua vida, sofrimento e morte (Is 53); do genocídio judeu (quando da destruição do seu templo no ano 70), e de suas aflições até o fim dos tempos (Lc 21.5,6 e 20-24); do assustador avanço da ciência (Dn 12.4); entre outras. E, embora os seus 66 livros tenham sido escritos com uma diferença de séculos, não vamos encontrar contradições (como alegam alguns) seja no Antigo, no Novo ou entre ambos os Testamentos, mas uma harmonia de informações que nos fará sentir maravilhados, na medida em que seja realizado um estudo profundo e imparcial.

Podemos afirmar, sim, que a Bíblia é complexa, mas nisso também se revela como Palavra de Deus, não de homens. E, embora, ao mesmo tempo, se expresse de forma tão simples a ponto de levar alguns “sábios” a vê-la como um livro de contos ou fábulas, cumpre aqui, na verdade, o contraste que Deus se deleita em expressar, quando considera aquilo que aos olhos humanos é desprezível e despreza aquilo que aos olhos humanos é digno de maior relevância (I Co 1.26-29)!

Na verdade, muitos que dizem não crer na Bíblia como Palavra de Deus (Palavra inspirada) a leram e não perceberam a magnitude de seus ensinos. Ou, antes disso, tiveram informações distorcidas sobre ela, vindo de imediato a ignorarem-na. Outros, que a consideram apenas como um livro de pesquisa, terminam por constituir para si um grande paradoxo, pois ao usarem-na apenas como referência histórica, geográfica, arqueológica ou sociológica, rejeitando os relatos de prodígios, milagres e demais manifestações do poder de Deus sobre toda sua Criação, não estariam, porventura, discriminando informações de uma mesma fonte? Ora, se tais fatos fizessem parte do testemunho de alguns escritores sagrados, até que teria sentido o questionamento de sua veracidade, mas, ao se tratar de fatos descritos por todos eles, não há outro caminho senão reconhecê-la “como, em verdade é, a Palavra de Deus” (I Tess 2.13).  

(Parte das informações da área científica é resultado do profícuo trabalho de divulgação do criacionismo científico do nosso amado irmão Dr. Adauto Lourenço.).


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