Refletindo sobre Cessacionismo e Continuísmo - Manoel Coelho Jr.

Caros amigos do Blog, semana passada postei no “Livros Reformados” links para um texto do "Cristão Reformado", blog do Pr. Alan Rennê com o título: O que o Cessacionismo não é,  de autoria de Nathan Busenitz. Tal texto gerou um interessante diálogo no grupo do Facebook “Justificação pela Fé” sobre o Cessacionismo e Continuísmo. Um querido irmão apresentou-me algumas questões interessantes sobre o tema o que me deu a oportunidade de escrever um pouco sobre o assunto. Fiz uma adaptação do material e o apresento a seguir. Espero que contribua para a reflexão de todos, sejam estes cessacionistas ou continuístas. 
  
1 - É verdade que a Bíblia não nos diz nada que possa fundamentar o Cessacionismo, mas apenas que os dons cessarão quando vier o que é “perfeito” (I Co 13)?

Bem, o argumento cessacionista não depende de I Co 13, pois existem cessacionistas que concordam com os continuístas sobre esta passagem e ainda assim permanecem cessacionistas. Quanto ao que já percebi na questão, entendo que a base principal e plenamente bíblica do cessacionismo é a que expressa Samuel Waldron na seguinte citação: “Não estou negando os milagres no mundo de hoje no sentido mais amplo de ocorrências sobrenaturais e providências extraordinárias. Estou apenas dizendo que não existem milagres no sentido mais estrito dos operadores de milagres, que se utilizam de sinais miraculosos para atestar a revelação redentora de Deus. Embora Deus nunca tenha se colocado para fora do Seu mundo, e ainda tenha liberdade para fazer o que Lhe apraz, quando Lhe apraz, como Lhe apraz, e onde Lhe apraz, Ele deixou claro que o progresso da revelação redentora, atestada por sinais miraculosos feitos por operadores de milagres, terminou na revelação apresentada no Novo Testamento.”. Assim, se a revelação está completa com o Novo Testamento, e os dons foram dados para confirmar a revelação, qual seria o sentido dos dons permanecerem hoje? Se existem dons hoje, também devem existir revelações de Deus hoje que precisem ser atestadas pelos mesmos dons. Mas evidentemente, pelo fato de a Bíblia está completa, não há novas revelações e nem dons. Dessa forma o argumento cessacionista é bíblico, pois se baseia na própria natureza da revelação bíblica. De fato são os continuístas quem têm que resolver este dilema: Revelação completa coexistindo com a contemporaneidade de dons e ainda assim permanecerem bíblicos. Penso que os continuístas nunca conseguem resolver o dilema sem cair em algum tipo de “Nova Revelação”, pois se existem dons hoje, também deve existir algum tipo de “nova revelação”. Consequentemente tornam-se não bíblicos, visto que atentam contra a natureza da Bíblia. Os cessacionistas, ao contrário, são bíblicos, pois sua fé na cessação de dons está atrelada a fé em uma Revelação Completa, em uma Escritura Inspirada e Suficiente.

2 - A falta de fé é a razão da diferente manifestação de dons em nosso tempo?

Hoje sou cessacionista e batista reformado. Mas, já fui um continuísta pentecostal. Em meus tempos de crença continuísta e pentecostal observava a “fé” das pessoas ao orarem pedindo manifestação de dons. E eu mesmo cria. Todavia, o fato é que o que ocorre nestes ambientes não tem nada a ver com os dons do Novo Testamento em natureza, em grau, e em propósito. Alguém pode crer sinceramente que dons ainda existem, mas não consegue observar tais dons bíblicos hoje. Assim a “fé” não é relevante na questão, mas sim o “tempo dos dons” que é determinado exclusivamente por Deus e que o cessacionista, em concordância com a natureza da Bíblia, afirma que pertence a era apostólica. 

3- Mas no final das contas o Cessacionismo ao crer que os dons não têm sentido hoje, visto que não há Revelação para ser confirmada, não está apenas baseando-se em pressupostos e não realmente na Bíblia?

Quanto a isso posso dizer que Inevitavelmente todos temos pressupostos. O problema não é ter pressupostos, mas se os mesmos  estão coerentes com as Escrituras. Acredito que o pressuposto cessacionista é o “Sola Scriptura” que está alinhado com a Bíblia conforme vemos em II Tm 3:16, 17. Penso que exatamente aqui os continuístas ficam em dificuldade, pois acabam por negar o importante pressuposto do “Sola Scriptura”.

4 - Mas nem todos os que creem em dons atuais aceitam revelações atuais. Portanto, é possível conciliar a crença em dons contemporâneos com o “Sola Scriptura”, não é mesmo?

Quanto a isso posso concordar que de fato vemos continuístas defenderem o “Sola Scriptura”. Acredito que estes irmãos estão sendo sinceros. Não duvido disso. No entanto objetivamente eles acabam por negá-lo. Permita que eu me explique. O Pr. MoisésBezerril em seu texto sobre os dons espirituais assim nos diz: “Dons apostólicos são dons dados por Deus a um grupo de indivíduos que foram chamados para a atividade profética de receber a revelação da Nova Aliança, transmití-la e inscriturá-la infalivelmente, sendo assistidos com credenciais miraculosas para atestar como verdade os oráculos divinos para judeus e gentios agora dentro de uma única Igreja. Na Nova Aliança Deus escolheu os ofícios de apóstolo e profeta para lançar o fundamento canônico dessa aliança, (Ef 2:20; 3:5), e escolheu os espirituais (pessoas que tinham dons apostólicos sem ofício) para revelar e ensinar os oráculos divinos infalivelmente,(I Co 12: 37). Para isso Deus deu dons de palavra para a comunicação da verdade revelada, e dons de milagres para a atestação da verdade revelada. Esses dons de milagres foram chamados também de credenciais apostólicas, (II Co 12:12). Com exceção dos dons de “socorros” e “governos”, o restante da lista dos dons de I Coríntios são dons apostólicos. Dessa forma os dons espirituais apostólicos obedecem ao seguinte ordem:

DONS DE PALAVRA DE COMUNICAÇÃO INDIRETA: dom inspirado para revelar idéias e produzir Escritura. Esses são: sabedoria e conhecimento.

DONS DE PALAVRA DE COMUNICAÇÃO DIRETA: dom inspirado de comunicão verbal para revelar palavras e produzir Escritura. Esses dons são: profecia, linguas, interpretação de linguas, discernimento de espírito.

DONS DE CREDENCIAIS: dom inspirado, que revela a certeza do milagre, faz do crente um canal do poder miraculoso para realizar a vontade de Deus e atestar como verdade infalível a mensagem apostólica entre judeus e gentios; não produz Escritura porque é credencial da Escritura. Nessa classe estão: dons de curar e operações de milagres”. Creio que a afirmação de Bezerril é facilmente constatada no Novo Testamento. Podemos então afirmar que os dons estão intimamente ligados as Revelações de Deus. Como não há hoje “novas revelações” os continuístas ficam em dificuldade em sustentar o “Sola Scriptura” e a contemporaneidade dos dons ao mesmo tempo. Subjetivamente eles podem crer no “Sola Scriptura”, mas objetivamente não conseguem uni-lo a sua fé nos dons atuais. Penso que isso é um fato inegável.

5 - Nem todos pentecostal ou continuístas chega a aberrações, não é verdade?

É verdade que não são todos os continuístas e pentecostais que se enquadram em aberrações. Conheço continuístas históricos e pentecostais serenos Mas ainda assim vejo o continuísmo e o pentecostalismo como uma semente perigosa que pode ocasionalmente brotar em todo o tipo de aberração. Acredito que a história nos prova o fato. Hoje vamos “apóstolos” e “milagreiros” modernos no Neopentecostalismo. Tais homens estão causando grande dano. Meu ponto é o seguinte: Acredito que o Neopentecostalismo com todas as a suas loucuras é um exemplo atual deste brotar da semente continuísta e pentecostal. Assim afirmo: Pode ser que a semente nunca brote, mas ainda assim oferece perigo constante e sempre em algum grau produz prejuízos. Por isso acredito que devemos avaliar com cuidado o continuísmo e suas implicações.

6 - Mas se cremos no “Sola Scriptura” não deveríamos crer que os dons não cessaram, visto que apenas cessarão quando vier o que é “perfeito” (I Co 13:8,10), o que claramente ainda não ocorreu?

Bem, eu acredito exatamente no contrário, isto é, é porque cremos no “Sola Scriptura” que afirmamos que os dons já passaram. Sobre isso já tentei explicar anteriormente. Em resumo: Objetivamente ou você crê no “Sola Scriptura” ou crê na contemporaneidade dos dons. Quanto ao termo “cessarão” de I Co 13: 8 devemos interpretá-lo a luz do “perfeito” de I Co 13:10 e do próprio “Sola Scriptura” de II Tm 3:16, 17. Dividamos a resposta em duas partes: 

A - À luz do “Sola Scriptura”de II Tm 3:16, 17 não podemos entender que “cessarão” indica que os dons permanecem após o fechamento do Canon deixando de existir apenas na volta de Cristo. O “Sola Scriptura” nos leva a crer que os dons existiram por ocasião da Revelação para que a mesma fosse atestada. Findando a revelação, findam-se os dons. 

B – Em relação ao “perfeito” de I Co 13: 10 dizemos: Se o interpretamos como significando “o cânon completo da Escritura” a questão do termo “cessarão” naturalmente fica resolvida a favor do cessacionismo sem mais necessidade de discussão. Isto é, “cessarão” indica que os dons iriam cessar com o fechamento do Canon. Se interpretarmos “perfeito” como a “morte do crente” o termo “cessarão” simplesmente quererá dizer que os coríntios ao morrerem não precisarão mais dos dons, visto que estarão na presença do Senhor. Lembremos que Paulo escrevia na época da manifestação dos dons, pois a revelação ainda estava sendo dada. Naquela época um crente ao morrer não viria nem precisaria mais dos dons, pois chegaria ao “perfeito”. Agora se interpretarmos o “perfeito” como o “o retorno de Cristo”, o termo “cessarão”, naquele contexto histórico, simplesmente significaria que se Cristo voltasse no mesmo momento os dons cessariam, pois no estado eterno não haveria necessidade de dons. Lembremos que em todos os tempos, como também entre aqueles antigos irmãos de Corinto, a volta de Cristo era sempre esperada pelos cristãos, pois ninguém sabe o Dia em que Ele virá. Voltando Cristo os dons cessariam. Assim não devemos interpretar o “cessarão” como se Paulo quisesse passar a idéia de que haveria um tempo de continuidade de dons após o fechamento do Canon. A forma correta de interpretar leva em conta o contexto histórico.

Pode ser copiado e distribuído livremente, desde que indicada a fonte, a autoria, e o conteúdo não seja modificado!

Leitura relacionada ao assunto:

Introdução à Hermenêutica Reformada

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Comentários

  1. Amado pastor,
    Fico feliz que minhas argumentações tenham produzido esse edificante debate.
    Particularmente, concordo em partes com muitas de suas argumentações, no entanto cabe algumas ressalvas importantes:
    1- Não vejo necessariamente a contemporaneidade dos dons atrelada à revelação. Em outras palavras, creio que se trata de mais um pressuposto, pois nada nas escrituras fundamenta essa ligação. Dessa forma, creio ser perfeitamente possível afirmar o "Sola Scriptura" e ao mesmo tempo crer na atualidade dos dons;
    2- Sim, inevitavelmente temos pressupostos em várias áreas de nossas vidas, mas em questões de fé é diferente. Não podemos basear nossa fé em pressupostos, senão estaremos negando o "Sola Scriptura". Nossa fé deve estar baseada naquilo que as Escrituras afirmam e não naquilo que ela não nega. Nosso conhecimento a respeito das Sagradas Escritura certamente pode estar cheio de pressupostos, pois em muitos assuntos a Bíblia não é clara, mas o máximo que podemos fazer a respeito desses assuntos é, como o próprio nome diz, supor, jamais afirmar;
    3- Volto a afirmar, os continuistas, pelo menos aqueles em que me enquadro, não vêem problemas em crer na suficiência das Escrituras e também na atualidade dos dons, pois não a vemos como algo necessário à confirmação das Escrituras. Vejo os dons espirituais como instrumentos de Deus a serem usados quando há a necessidade de intervenção sobrenatural de Deus na vida da igreja. Não podemos negar a realidade dos dons se temos visto repetidas vezes a intervenção divina em situações que aos homens seria impossível. A quem atribuir isso então? Ao demônio?
    4- Por fim, concordo que o meio "pentecostal" tem sido palco de inúmeros casos de aberrações e heresias, notadamente no meio neopentecostal. No entanto creio que isso acontece principalmente quando determinada igreja negligencia o ensino da Palavra. A Bíblia já nos adverte que o povo erra por falta de conhecimento e vejo que a grande maioria, senão a totalidade dos casos em que isso ocorre se deve a um sério descaso do povo de Deus com o estudo sistemático da Palavra de Deus.

    No amor de Cristo

    Pr. Raidson de Alencar

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    1. Prezado Pr. Radson Raidson Alencar, sinceramente lucrei bastante com nossos diálogos, tanto pelo fato de você ter me apresentado um bom conteúdo, como pela forma fraternal, respeitosa, e cristã em que o debate pôde ser realizado. Creio que já apresentados nossas posições e já respondemos os questionamentos até o ponto que penso ser suficiente para nossas reflexões. Assim fico por aqui no tratamento do assunto. Agora devemos analisar a luz das Escrituras tudo o que conversamos. Creio que o faremos, e também outros que lerem o que escrevemos. Apenas, se o irmão me permite, quero indicar-lhe o livro de Paulo Anglada “Introdução à Hermenêutica Reformada” onde encontramos bom material sobre o tema dos pressupostos. Finalizo dizendo que sendo cessacionistas ou continuístas o mais importante é se cremos em Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Sendo este o caso, Nele estamos em comunhão. Amém! Muito obrigado pastor, por aceitar conversar comigo e por deixar sua importante contribuição no Blog. Forte abraço!

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    2. Obrigado aos amados pastores, fui muito abençoado por essa conversa. E fico feliz que o final da conclusão deste assunto foi sensata e verídica.
      "...cremos em Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Sendo este o caso, Nele estamos em comunhão. Amém!"

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    3. Amém, irmão Thiago Neves. Deus o abençoe!

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  2. Em pensar que eu já fui pentecostal. Que carnalidade; que meninice espiritual; que desgraça. Que Jesus Cristo possa perdoar os pecados de minha ignorância e de minhas parcialidade e paixão extremas.

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    1. Querido irmão. Obrigado por sua participação e reflexão. Volte sempre!

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  3. Graça e paz seja contigo irmão Manoel.
    Irmão, sou continuista. Mas não pentecostal ou neo. Na verdade,sou neófita. Fui criada e batizada em igreja e me afastei. Após quase 19 anos, o Senhor me trouxe de volta, em Sua Misericórdia.
    Creio na Suficiência das Escrituras, não aceitando adendos ou nada que prevarique ou deturpe a Doutrina do Evangelho da paz (ainda que um anjo...)
    Creio que a Palavra é infalível, porque é a Palavra da Verdade, Perfeita e Santa e Justa como É o Senhor.

    Estou estudando aos poucos o assunto (continuidade/não continuidade) e fiquei muito interessada pela sua exposição.Creios nos dons para hoje, mas não vou entrar no ínterim. Não entendo tanto de pressupostos ou cosmovisão. Mas vou salvar seu texto para estudar em outro momento com mais calma.... E gostei bastante de seus argumentos, porque finalmente, encontrei argumentos que se distinguem dos demais, que são comumente usados...
    e o motivo pelo qual escrevo aqui, é para dizer
    que, ler, e observar, nesta leitura, o teor respeitoso e manso, que vc demonstrou ter, para com o pastor, que aqui nos comentários te escreveu, foi de grande consolo pra mim! Pois ele, como eu, é continuista! E vc não o tratou, como a um herege, digno de ser evitado e admoestado ao arrependimento para ir para o inferno!!!

    Neste dias, em um debate, um irmão (que já deixou claro não considerar, a continuistas, seus irmãos, pois são da mesma ala da heresia pentecostal, segundo ele)foi, o mínimo que posso falar, indelicado comigo, me chamando de mentirosa, herética, analfabeta bíblica, entre tantos outros adjetivos, que sinceramente, me deixaram perplexa.

    Por eu falar que, duvido, que alguém, me oferecerá argumentos bíblicos, que me demovam do que tenho crido (pois tenho visto sempre e sempre e sempre os mesmos argumentos usados pelos irmãos cessacionistas!), diante do que já tenho lido e pesquisado, ainda que deixei claro, meu pífio conhecimento,e que era digno de certa compaixão, de tão pouco que ele é...ele disse que sou prepotente, e se não me engano, soberba..

    Mas neste mesmo debate, para refutar um irmão, ele linkou este texto do seu blog. E fico feliz por isso! Me deu alento para saber que, nem todo fundamentalista bíblico é como ele.
    Eu não sei bem,o que é fundamentalismo.Ele é o primeiro contato, se não me engano, que tenho com um cristão que diz fundamentalista. Não sei se vc é, nos moldes dele, mas como ele usou seu texto, deve lhe ter em honra e apreço.
    Mas, eu creio que vc crê no mesmo Senhor Jesus que eu, Filho do Deus Vivo, Senhor Soberano, e na Sua Palavra, como Perfeita, então posso dizer...que é meu irmão! e por ver, essa mansidão, respeito, longanimidade, e disposição, com que agiu aqui, ter esperança, de que me tenha por irmã na mesma fé no Unigênito...e ler este sua resposta, me deu, alguns traços, de um fruto de paz, que e para a eternidade...

    Deus te conduza em paz irmão, e te abençoe e te ensine, e que seja para o Louvor do Seu Santo Nome.
    Só Ele é digno de Glória.

    Que o Senhor tenha misericórdia de nós e nos capacite.

    Paz.

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    1. Prezada irmã Sisi, muito obrigado por sua visita e palavras de apoio. Me alegro muito em sua disposição em refletir conosco sobre assunto tão importante. Foi este o objetivo do texto: a reflexão. Peço que leia os livros que indiquei na postagem e os demais textos do blog. Creio que lhe ajudarão na reflexão. Volte sempre, pois é muito bem vinda. Forte abraço!

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  4. Jesus disse que quem crer nele fara as obras que ele faz, sou neopentecostal e vejo milagres fantásticos, pra min cessacionismo é a verdadeira aberração, é rebeldia contra os dons do Senhor.

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    1. Prezado Unknown agradeço a sua participação. Creio que você se refere a João 14:12. No entanto lembro que se sua interpretação fosse correta estaríamos vendo regularmente coisas assim: Crentes andarem por sobre as águas, milhares de pessoas serem alimentadas por alguns pães e peixes, vários mortos ressuscitando, hospitais vazios de doentes pois todos seriam curados, e assim por diante. Você sabe que nada disso tem acontecido regularmente, não é mesmo? Devo lhe dizer que você está equivocado em sua interpretação. Cristo se referiu naquele texto ao aspecto espiritual de sua obra e não a milagres. Quando Cristo subiu ao Pai o Espírito foi derramado sobre a Igreja multiplicando a pregação do Evangelho e conversão de pecadores, o que enquanto estava neste mundo limitava-se apenas a sua pessoa e a de seus discípulos imediatos. Agora a obra é maior porque cada membro da Igreja tem o Espírito e potencialmente é um propagador do Evangelho. Este é o sentido. Espero ter lhe ajudado. Volte sempre ao blog e continue a ler a posição dos cessacionistas sobre o assunto. Talvez você em breve se convença do que ensinamos. Abraços!

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