A Bíblia e a "Teologia da Prosperidade" - O que dizer do sofrimento na vida cristã? - Manoel Coelho Jr.

Em nossos dias a Teologia da Prosperidade tem assolado as Igrejas e levado a muitos a deixarem o Reino de Cristo para se dedicarem a busca pelos benefícios deste mundo. Ensina-se que se somos de Cristo não devemos sofrer, pois Ele já nos libertou de toda a angústia. Assim devemos procurar a saúde, os bens materiais, a solução dos problemas e não aceitar os reveses da vida. O slogan muitas vezes mencionado é: “Pare de Sofrer!”. Mas será que ser cristão é não sofrer? Será que o sofrimento é incompatível com a vida cristã? Desejo, neste texto demostrar que tal “doutrina” anti-sofrimento não resiste ao mais simples exame das Escrituras.

A Escritura mostra, e a longa história da Igreja confirma, que sofrimento faz parte da vida cristã, e que Deus não nos prometeu uma vida de saúde, ou benefícios materiais como coisas intrínsecas ao Evangelho. O ensino bíblico é que enquanto estamos nesse mundo podemos adoecer e passar por dificuldades financeiras. Lá no Céu sim, tudo passará, mas enquanto na terra, estamos sujeitos a estas coisas. Lembra de Jó, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal? Lembra como ele perdeu tudo e sofreu terrivelmente? Lembra de Pedro que disse: “Não possuo nem prata nem ouro” (At 3:6)? Lembra da Igreja em Jerusalém em que as viúvas precisavam da ajuda dos irmãos, o que deu origem ao diaconato como se vê em At 6? Isso mostra que havia pessoas muito pobres na Igreja. Aliás, a Bíblia diz: “Pois nunca deixará de haver pobres na terra; por isso, eu te ordeno: livremente, abrirás a mão para o teu irmão, para o necessitado, para o pobre na tua terra.” Dt 15:11. A Igreja primitiva entendeu isso. Assim os mais abastados ajudavam os pobres. E o que dizer dos mártires?  Estevão, homem cheio do Espírito, morreu apedrejado (At 7). Tiago foi morto ao fio da espada (At 12:2). A carta aos Hebreus foi escrita porque os cristãos hebreus estavam passando por grandes perseguições podendo chegar ao desânimo e a desistência. O escritor então os anima a permanecerem na fé. Também foi o caso da carta de I Pedro. E a história nos mostra que praticamente todos os apóstolos morreram martirizados. Na verdade a Bíblia mostra que não é na prosperidade ou saúde, ou na ausência de sofrimento que glorificamos a Deus. Não, não! É exatamente o contrário, pois o próprio Cristo e Pedro glorificaram a Deus com sua morte conforme Jo 21:19 e Jo 17:1. Veja ainda o que Pedro nos diz:

 Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando. Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus. Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios de outrem; mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso; antes, glorifique a Deus com esse nome.” I Pe 4:12-16.

Paulo, o grande apóstolo também sabia o que era sofrer necessidades graves. Veja:

Alegrei-me, sobremaneira, no Senhor porque, agora, uma vez mais, renovastes a meu favor o vosso cuidado; o qual também já tínheis antes, mas vos faltava oportunidade. Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece. Todavia, fizestes bem, associando-vos na minha tribulação.”. Fp 4:10-14.

Paulo glorificava a Deus não porque sempre tinha tudo, mas porque na falta destas coisas ainda assim ele se contentava e se alegrava em Deus. Ele fazia isso pelo poder de Cristo. Dessa forma Cristo era glorificado e não em sempre lhe dar tudo o que ele, Paulo, queria ou pedia. Percebe? Paulo chega a falar em tribulação, pobreza, fome. Deixa claro que já havia passado por tudo isso. Paulo ainda fala de um espinho na carne e de uma doença nos seus olhos, e de um problema de estômago em Timóteo. Leia: 

E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte.” II Co 12:7;

“Sede qual eu sou; pois também eu sou como vós. Irmãos, assim vos suplico. Em nada me ofendestes. E vós sabeis que vos preguei o evangelho a primeira vez por causa de uma enfermidade física. E, posto que a minha enfermidade na carne vos foi uma tentação, contudo, não me revelastes desprezo nem desgosto; antes, me recebestes como anjo de Deus, como o próprio Cristo Jesus. Que é feito, pois, da vossa exultação? Pois vos dou testemunho de que, se possível fora, teríeis arrancado os próprios olhos para mos dar. Tornei-me, porventura, vosso inimigo, por vos dizer a verdade?” Gl 4:12-16.

Não continues a beber somente água; usa um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas freqüentes enfermidades.” I Tm 5:23.

Isso mostra que havia doença entre eles e que isso não era considerado um sinal de infidelidade a Deus. Aliás, ele fala que a enfermidade em Timóteo era frequente. 

Além disso, há muitos mártires hoje em dia. Muitos estão morrendo por causa de Cristo. Será que estes mártires da atualidade e do passado não possuíam o Evangelho em sua plenitude e por isso sofreram?  Ora, é claro que não! Ao contrário, é porque eles criam no Evangelho que eles morreram. A crença no Evangelho não lhes trouxe saúde ou prosperidade material. Muito ao contrario, a crença no Evangelho lhes trouxe perseguição, perda de bens, prisão e morte. Percebe?

E o que dizer da futura grande tribulação quando o Anticristo se manifestará e perseguirá os de Deus? Sei que há uma teoria que afirma que a Igreja será arrebatada antes da grande tribulação. Na verdade esta teoria não tem base nas Escrituras. A Bíblia mostra que a Igreja passará pela grande Tribulação. Mas se isso é verdade, significa que o povo de Deus ainda sofrerá muito. Mas no final, tudo o que venho dizendo demostra claramente que a Bíblia afirma que o crente sofre e muitas vezes terrivelmente, e que isso glorifica a Deus, pois mostra a obra da graça em sua vida e o amor dele por Deus. Por isso os apóstolos reagiram assim depois de serem açoitados por causa de Cristo: “Chamando os apóstolos, açoitaram-nos e, ordenando-lhes que não falassem em o nome de Jesus, os soltaram. E eles se retiraram do Sinédrio regozijando-se por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome.” At 5: 40, 41. Os apóstolos se alegravam por sofrerem por causa de Cristo. Isso é o Evangelho: Ter sido resgatado do pecado pelo bendito Salvador e estar tão grato por isso que se dispõe a morrer por ele. É isso que glorifica a Deus. Percebe?

Sei também que a interpretação popular é que Cristo nos ensina a prosperidade em Jo 10:10. Mas isso é um equivoco. Quando lemos todo o trecho desde o verso primeiro percebemos que vida abundante é seguir o bom pastor e não prosperidade material. Aliás, em nenhum momento Jesus ali menciona os bens materiais. Cristo define a Vida abundante com a explicação de Vida Eterna em Jo 17: 3: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.”. Vida “eterna” ou vida “abundante” (São termos sinônimos no Evangelho de João) significam seguir a Cristo, o que implica em conhecer o Pai e o Filho.

Notemos, porém, que o ensino da Bíblia não é que seja pecado ter muito dinheiro. Não! Pecado é o amor ao dinheiro (I Tm 6:10). Mas sem dúvida o dinheiro é uma tentação. Israel geralmente esquecia-se do Senhor quando estava abastado. E Cristo diz: “O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera.” Mt 13:22. Paulo recomenda aos ricos: “Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento; que pratiquem o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir; que acumulem para si mesmos tesouros, sólido fundamento para o futuro, a fim de se apoderarem da verdadeira vida” I Tm 6:17, 19. Talvez por isso Deus não tenha chamado muitos poderosos ou ricos para a Igreja. Veja o que Paulo diz: “Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento; pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus. Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção, para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor.” I Co 1:26-31. Os pregadores não devem ajudar esta tentação falando demais em prosperidade. Eu mesmo desejaria que todos os meus irmãos em Cristo vivessem bem financeiramente e nunca adoecessem. Mas também sei que as coisas não são assim pelo o que Bíblia me diz, o que eu procurei mostrar. Eu também sei que Deus sempre está com a razão. Ele é sábio! Muitas vezes não entendemos porque alguém sofre tanto e outros por quase nenhuma dificuldade passam. Mas podemos crer que tudo coopera para o bem daqueles que o amam ( Rm 8:28). Sabemos que muitas vezes é o sofrimento que nos purifica e no final Deus é glorificado. Se tivermos que morrer por Ele, Amém! Amamos Nosso Senhor e que importa é estar com Ele.

Também devemos observar que todo este ensino da Bíblia não quer dizer que não há benefícios do Evangelho para o presente mundo. Sim, com certeza há. Na verdade o Evangelho é a única mensagem que realmente pode trazer benefício a este mundo mal e pecaminoso. Onde o Evangelho chegou com poder houve benefícios a sociedade. Por exemplo, a medicina ganhou impulso e descobriu-se a cura de doenças; os crimes diminuíram; o povo trabalhou honestamente e prosperou como consequência natural, pois deixavam os vícios; as famílias se estruturaram; e assim por diante. Porém num certo sentido estas coisas não são “O Evangelho” em si, mas subproduto ou consequência do genuíno “Evangelho”. Os antigos pregadores ensinavam a realidade do sofrimento e preparavam o povo para isso. O fato é que o Evangelho não é uma mensagem que promete constante saúde, prosperidade financeira, ou perpétua paz familiar. Não fomos enviados por Cristo para prometer estas coisas. De forma alguma! Fomos enviados a exortar os homens a se reconciliarem com Deus em Cristo. Na verdade é um chamado ao sofrimento porque ser cristão é muito perigoso neste mundo que odeia a Verdade. Apenas no Céu todo sofrimento passará. Enquanto estamos aqui podemos sofrer e de fato sofreremos. Observe os seguintes versos: 

Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. Pois vim causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra. Assim, os inimigos do homem serão os da sua própria casa. Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim; e quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim. Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á. Quem vos recebe a mim me recebe; e quem me recebe recebe aquele que me enviou.” Mt 10:34-40.

Jesus alerta sobre a realidade do sofrimento que seus discípulos passariam neste mundo. Ele não prometeu que haveria sempre paz na família de um crente, mas ao contrário diz que sua própria família poderia se voltar contra ele. Diz ainda:

 Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. Tudo isto, porém, vos farão por causa do meu nome, porquanto não conhecem aquele que me enviou. Se eu não viera, nem lhes houvera falado, pecado não teriam; mas, agora, não têm desculpa do seu pecado. Quem me odeia odeia também a meu Pai. Se eu não tivesse feito entre eles tais obras, quais nenhum outro fez, pecado não teriam; mas, agora, não somente têm eles visto, mas também odiado, tanto a mim como a meu Pai. Isto, porém, é para que se cumpra a palavra escrita na sua lei: Odiaram-me sem motivo. Quando, porém, vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim; e vós também testemunhareis, porque estais comigo desde o princípio. Tenho-vos dito estas coisas para que não vos escandalizeis. Eles vos expulsarão das sinagogas; mas vem a hora em que todo o que vos matar julgará com isso tributar culto a Deus. Isto farão porque não conhecem o Pai, nem a mim. Ora, estas coisas vos tenho dito para que, quando a hora chegar, vos recordeis de que eu vo-las disse. Não vo-las disse desde o princípio, porque eu estava convosco.” Jo 15:18- 16:4.

Paulo diz:

Vivei, acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante a vós outros, que estais firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica; e que em nada estais intimidados pelos adversários. Pois o que é para eles prova evidente de perdição é, para vós outros, de salvação, e isto da parte de Deus. Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele, pois tendes o mesmo combate que vistes em mim e, ainda agora, ouvis que é o meu.” Fp 1: 27-30.

Tudo isso nos mostra que Evangelho não é ter sempre saúde, prosperidade material ou felicidade no lar. Na verdade seguir o Evangelho pode até significar a perda de tudo isso. Mas teremos ao mais importante, isto é, Deus em Cristo. Por isso Paulo nos diz:

Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé; para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte; para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos.” Fp 3:7-11.

Outra coisa que eu devo acrescentar é que não haverá apenas sofrimento nesta vida. Não, não é isso que estou afirmado! Mas o que afirmo é que a Bíblia mostra que o sofrimento não é incompatível com a vida cristã, isto é, sofreremos, ou em outras palavras, o sofrimento faz parte da vida cristã.

Mas prosseguindo, posso dizer que ao longo dos anos tenho encontrado algumas pessoas que nos acusam de sermos extremistas ao lutarmos contra a Teologia da Prosperidade. Outros tentam defender a mesma heresia contando experiências que segundo eles a comprovam. Quanto a isso digo o que segue.

1 – Sobre ser extremista:

É verdade que não devemos ser extremistas. Mas devemos lembrar-nos de algo: Existe uma diferença entre ser extremista e ser radical em prol da Verdade do Evangelho. Ser extremista nunca, mas ser radical em prol da Verdade do Evangelho é essencial. Explicando, ser extremista é tomar duas verdades Bíblicas valorizando, por assim dizer “ao extremo”, a uma delas desprezando a outra em consequência. Isso causa naturalmente um desequilíbrio, o que não é bom. Por exemplo, há pessoas que valorizam ao extremo a graça ensinando que boas obras não são necessárias na vida cristã. Este é um tipo de extremismo muito perigoso. Na verdade a graça leva as boas obras. Assim precisamos equilibrar as duas coisas. Mas em relação a ser radical quanto a Verdade do Evangelho isso não é extremismo. Explicando, nós temos a Verdade do Evangelho e temos as mentiras das doutrinas falsas que combatem essa Verdade. Dessa forma, estar do lado da Verdade e ser radicalmente contra a mentira, não é ser extremista, mas bíblico. Compreende? Creio firmemente que a “Teologia da Prosperidade” é mentira em sua essência, pois combate a Verdade do Evangelho Bíblico. Assim, precisamos ser radicalmente contra a mesma. A Verdade do Evangelho nos constrange a isso. Ser absolutamente contra esta “Teologia” não é ser extremista, mas ser “evangélico”, ou seja, é estar do lado do Evangelho segundo a Bíblia.  Aqui não há extremismos ou desequilíbrios, mas uma atitude em prol da Verdade. A mentira deve ser combatida radicalmente por todos nós. Já a Verdade deve ser defendida radicalmente. Se tentarmos ficar no meio termo entre Verdade e mentira, não estaremos sendo equilibrados ou moderados. Muito ao contrário, estaremos sendo não bíblicos, tomando assim o partido da mentira. Não podem existir concessões entre Verdade e mentira. Aqui é necessário a absoluta radicalidade. Creio que a Teologia da Prosperidade é mentirosa e combate o Evangelho da Bíblia como eu procurei demostra anteriormente. Portanto, devemos ser absolutamente contra ela.

2 – Sobre as experiências:

A experiência não prova que uma doutrina é verdadeira. Experiências não são a base de nossa fé e prática, mas sim as Escrituras. A Bíblia esta repleta de exemplos sobre o cuidado que devemos ter em não por as experiências acima da Escritura.  Digo que a experiência só é instrutiva se estiver baseada na Bíblia. A coisa é mais ou menos assim: A Bíblia ensina e a experiência segue o ensino da Bíblia. Todavia, nunca a experiência deve ser posta como base para que busquemos outra experiência semelhante, a não ser que a Bíblia nos recomende isso. Entende?   A Bíblia sempre é o Padrão e nunca a nossa experiência por mais extraordinária que seja.  Assim cria Lutero e assim criam os demais reformadores. Naquela época a Igreja Romana queria mostrar que suas experiências provavam que ela era a igreja verdadeira. Os reformadores procuraram mostrar que a Verdade está do lado da Bíblia e não da experiência. Falavam assim porque este é o ensino da Bíblia. Veja: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” II Tm 3: 16, 17. Conclusão: Só é considerado boa obra, ou experiência válida, se as Escrituras forem a base. A Escritura é o Padrão e não a experiência.

Concluindo...

Esforcei-me por apresentar o ensino da Bíblia sobre este assunto. Que Deus tenha me dado graça para isso. Peço que todos leiam este texto observando se é bíblico ou não. Meu leitor, em caso positivo eu lhe rogo que ouça. A Teologia da prosperidade tem feito grande mal. Ela veio dos EUA e foi disseminada no Brasil por falsos profetas. Convido a todos lerem os antigos reformadores e comparem o que diziam com os teólogos da prosperidade modernos.  Os reformadores com certeza se voltariam contra esta teologia se vivessem em nosso tempo.  Leiam sua Bíblias e observem quem está com a verdade.  Há um grande movimento atual contra essa teologia falsa e um retorno ao Evangelho Puro. Pastores como Paul Washer e John Piper tem influenciado muito este movimento. Outros brasileiros também.  Convido a todos a avaliarem tudo a luz da Bíblia e então também se juntarem a este movimento contra a teologia da prosperidade. Medite em tudo isso, prezado leitor, e que o Senhor seja glorificado!

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