Coração Quebrantado - Robert Murray M´Cheyne.



Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.” (Salmos 51:17)

Nenhum outro salmo expressa tão plenamente a experiência pela qual passa a alma que tenha sido guiada ao arrependimento, sua humilde confissão de pecado (v. 3, 4 e 5); seu desejo intenso de ser perdoado pelos méritos do sangue de Cristo (v. 7); sua ansiedade para que o Senhor lhe conceda um coração puro (v. 10); sua vontade de oferecer, de render algo a Deus por todos os seus benefícios.


I. O coração natural é um coração não ferido e nem quebrantado.

II. O coração despertado é um coração ferido, mas não quebrantado e nem contrito.

III. O coração do crente é um coração quebrantado em dois aspectos:

“No coração quebrantado foi desfeito seu amor pelo pecado. Quando um homem crê em Cristo, ele, então, se dá conta de que o pecado é repugnante. Primeiro, porque o pecado causa separação de Deus, abre entre Deus e ele uma grande fenda, e arrasta o homem à condenação do inferno. Segundo, por que ele levou Cristo à cruz, o Senhor da glória; porque o pecado foi um grande fardo que pairava sobre Sua alma, que O fez suar, sangrar e morrer. Terceiro, porque é a praga do coração de Cristo agora. Toda minha infelicidade e miséria é que sou um pecador. Agora o crente chora e se lamenta, como uma pomba, por haver pecado contra Quem tanto lhe amou. “Então te lembrarás dos caminhos e todas as coisas que falou vivendo impiamente e aborrecerás a ti mesmo”.

IV. As vantagens de um coração quebrantado.

“Ainda que tudo desapareça, Seu amor, o amor de Cristo permanece.

É como uma criança de meses no colo de sua mãe, confiante e seguro.

Você conhece este descanso seguro?”

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Robert M'Cheyne (1813 - 1843) foi o doce e vigoroso pastor de São Pedro, Dundee, a partir de 1836. Seus sermões revelam fidelidade bíblica, doçura, severidade, e centralidade na Pessoa e Obra de Jesus Cristo, o Amado de sua alma. Unia profundo estudo da Bíblia e vida de oração. Ao seu amor pelas almas se somava uma grande sede de santidade de vida. Na primavera de 1843, caiu repentinamente enfermo. Em 25 de março de 1843 ele partiu para estar com o Senhor.

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Tradução por Rivaldo Guimarães

Revisão por William Teixeira

Narração por Manoel Coelho Jr

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