Estudo 26 - Juízo Final - A morada eterna* - Vídeo, áudio e texto - Manoel Coelho Jr.





Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram. E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras. Disse-me ainda: Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida. O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei Deus, e ele me será filho. Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.” Ap 21:1-8.

I – INTRODUÇÃO:

Logo após o Juízo Final se manifestará as moradas eternas dos homens. Os eleitos estarão para sempre com Deus em glória e alegria eterna e imensurável. Já os ímpios estarão em terrível e indescritível sofrimento, completamente humilhados e afastados de toda a graça de Deus. Você, e cada pessoa que conhece, está indo para uma destas moradas eternas. Sua vida agora dá sinais do caminho em que tem andado e para que tipo de morada eterna ele lhe tem conduzido. Gostaria de meditar com você sobre estas solenes Verdades da Palavra de Deus.

II – PASSARÃO O PRIMEIRO CÉU E PRIMEIRA TERRA.

 “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.” Ap 21:1.

Aqueles que vivem para este mundo são como pessoas em um ônibus que corre para o precipício. Passarão com o mundo e nada terão no Novo Mundo de Cristo. Este mundo passará com toda a sua maldade. Assim devemos compreender a palavra “mar”, isto é, como simbolizando o mal. Ora, o mal existe no mundo devido ao mal dos males que é o pecado. Mas o pecado não entrará no mundo vindouro, e consequentemente o presente mundo terá passado junto com o pecado e todos os demais males. Isso é uma boa notícia para os crentes genuínos, mas péssima nova para os ímpios. Aqueles que se dedicam a este mundo necessariamente se entregaram a uma vida de pecado, pois o mundo é pecaminoso e oposto a Deus (I Jo 5:19). O resultado é que tais pessoas passarão com o mundo que amam e jamais entrarão no Reino vindouro de Cristo. Neste ponto incentivo aos leitores a pensarem sobre suas vidas, no sentido de avaliarem se elas são de dedicadas a Cristo ou ao mundo. Será o ápice da tolice dedicar-se a algo destinado a destruição, mas verdadeira sabedoria esperar pelo mundo eterno de Cristo vivendo em santidade hoje. Enfim, é tolice viver para o pecado e Sabedoria viver para Deus. Deixo mais adiante alguns testes para uma devida avaliação.

II – O NOVO CÉU E A NOVA TERRA.

 “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram... O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei Deus, e ele me será filho.” Ap 21:1-4, 7.

Quais serão as características principais do Novo Mundo? São essencialmente duas. Vejamos:

1 – Deus com seu povo.

O Senhor era Deus de Adão, mas este perdeu a comunhão com Ele ao pecar, levando consequentemente toda a humanidade a alienar-se de Deus. Mas com a chamada de Abraão o Senhor promete um povo o qual seria seu (Gn 17:7,8). Deus fala dos descendentes de Abraão aos quais Paulo identifica com os crentes (Gl 3:6-14). Estes são os eleitos que estarão com Deus em glória no mundo vindouro (Rm 8:29,30). São os filhos de Deus que herdarão o Novo Mundo (Ap 21:7). Temos assim que a benção primordial prometida a Abrão em Gênesis 12 não é a terra ou qualquer outra coisa, mas a reconciliação da humanidade com Deus. Deus é a Benção. É o fato de Ele ser o Nosso Deus em Cristo o Redentor. Devido a isso podemos afirmar que os que estão indo para o Céu são aqueles que amam a Deus acima de tudo vivendo para a sua glória (Sl 96). Ocorre isso em sua vida?

2 – Fim de toda a tristeza.

O mal terá passado porque o pecado não entrará no novo mundo, como já vimos. Ora, se não há a fonte dos males não existirá nenhum sofrimento, mas toda a lágrima será enxugada, e não se ouvirá nenhum clamor de angústia, mas haverá apenas alegria eterna. Na verdade toda a alegria vem de Deus, da comunhão que homens e anjos terão com Deus. Deus é nossa alegria e fora dele não se pode ser feliz. Penso que devemos lembrar neste ponto que a tragédia do pecado é que ele nos promete a felicidade sem Deus. Aqui se mostra a face mais terrível do pecado como engano, pois ser feliz sem Deus é absolutamente impossível, e no inferno cada condenado descobrirá esta verdade da forma mais terrível que se possa conceber. No entanto é no Reino Vindouro que isso se prova de forma mais inequívoca. Lá não haverá o mínimo de tristeza e dor. Que Deus seja Louvado! A pergunta que eu lhe faço é: Você tem buscado a sua alegria em Deus ou no pecado?

III – DEUS É QUEM FAZ O NOVO MUNDO.

E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras. Disse-me ainda: Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida.” Ap 21:5,6.

Os homens no pecado tem tentado melhorar o mundo desde Adão. Mas nisso só causaram tragédia ainda maior, pois o mal não pode gerar o bem, e o pecado é o mal dos males, e os homens são pecadores. No entanto Deus pode destruir o mal e gerar o bem. É apenas Deus quem pode trazer o Mundo Novo, e Ele o fará em Cristo. Esta é sua Promessa e isto foi o que Ele ordenou que João escrevesse. Deus trará este mundo novo com certeza. Podemos aplicar este fato de duas formas:

1 – Confiando na Palavra de Deus.

Faremos assim ao confiarmos em Cristo e vivermos pela fé Nele. Este tipo de atitude nos levará a esperar e desejar o Novo Mundo, nos livrando de nos apegarmos a este mundo passageiro de pecado. Devemos ir a Ele, O Alfa e o Ômega, o Soberano Senhor da História, confiando Nele quando nos diz: “quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida.” (Leia Is 55:1-3).

2 – Nos alertando quanto ao pecado.

Se brincarmos com o pecado, e não corrermos para Cristo, estaremos dizendo que Deus é mentiroso (I Jo 5:10). Evidentemente que não existe situação mais perigosa que está, pois neste caso estaremos desprezando a Rocha tratando-a como areia. O que assim agi sofrerá terrível ruína no Dia do Juízo (Mt 7:24-27).

IV – O FIM DOS ÍMPIOS.

Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.” Ap 21:8.
Quanto a estes assim podemos explicá-los:

1 – Covardes: Os que não se renderam a Cristo por temor ao mundo.

2 – Incrédulos: Os que não creram na revelação de Deus.

3 – Abomináveis: Os que se entregaram a idolatria.

4 – Assassinos: Os que matam aos outros, ainda que apenas no coração cheio de ódio.

5 – Impuros: Os que se entregam a imoralidade sexual.

6 – Feiticeiros: Os que praticam feitiços.

7 – Idólatras: Os que seguem falsos deuses.

8 – Mentirosos: Os que se entregam a toda a mentira, em especial a que nega que Cristo é o messias (I Jo 2:22).  

Creio que todos concordarão que cada um destes pecados ataca um ou mais dos Dez Mandamentos. Isso mostra que todos nós por natureza merecemos ser condenados, sendo salvos apenas pela Graça de Deus. Mas, enfim, os que seguirem estes pecados, isto é, todos os não convertidos, terão o seu quinhão no Inferno. Esta é a segunda morte ou morte eterna. Sobre ela nos fala vividamente o Pastor Paulo Anglada:

Além da corrupção física e da depravação moral, o pecado acarreta também a morte eterna: a consumação da morte espiritual, a culminação da depravação moral do homem. Trata-se de uma existência absoluta e eternamente afastada de qualquer manifestação da graça de Deus. Um estado em que as corrupções físicas, intelectuais e morais do homem alcançarão o seu clímax: dores e enfermidades físicas, remorsos, angústias, tristezas, depressões sem fim, sentimento de culpa, intelecto pervertido, vontade totalmente inclinada para o erro e para o pecado. 

O que marca esse estado é a impossibilidade de sair dele. Podemos imaginar um estado mais terrível do que a mais miserável, atribulada e angustiante condição que qualquer ser humano jamais experimentou nesta vida? E isto sem nenhum conforto ou alívio; e, o pior, sem nenhuma possibilidade de jamais escapar dele?”.

Eis que estas palavras expressam com clareza que nada neste mundo, nenhum sofrimento se comparará àquele sofrimento do Inferno, da segunda morte, da morte eterna. E é assim porque ali será a manifestação da Ira de Deus. Não haverá a mínima parcela de sua graça e misericórdia. Que contraste com a vida cheia de gozo dos eleitos na presença de Deus. Pense que hoje sua vida ou está indo para a Morada Eterna com Deus ou para a morada eterna no Inferno. Pense que se você é um crente arrependido logo suas lutas terminarão e haverá apenas alegria, mas que se você hoje renega a Cristo este mundo nada é em termos de sofrimento perto do virá após o Juízo Final. Será que a vida em pecado vale a apena? Será que o Deus Santo e Fonte de toda a verdadeira alegria é digno de desprezo? Será que o pecado é algo tão maravilhoso que vale a pena a condenação eterna pela experiência de seu inútil e passageiro prazer? Oh leitor, se ainda não o fez, eu lhe exorto a que se arrependa de seus pecados e creia em Cristo. Que Deus manifeste a todos a sua Glória como algo absolutamente desejável e o pecado como a imundície suprema.

V – CONCLUSÃO:

Para onde iremos? Onde será nossa morada eterna? Estaremos com Deus em estado de imensurável alegria ou no inferno em angustia indescritível? Para onde estamos caminhando neste dia? Há fé e arrependimento em nós? Cristo é o Nosso Salvador e Senhor?  
Pode ser copiado e distribuído livremente, desde que indicada a fonte, a autoria, e o conteúdo não seja modificado!

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*Pregação da noite de domingo, 23 de março de 2014, na Congregação Batista Reformada em Belém.

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Leitura recomendada:

Um Guia Seguro Para o Ceu - J. Alleine.














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