Confiantes em Cristo (Texto, áudio e vídeo)* - João 14: 1-6 - Manoel Coelho Jr.



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I – INTRODUÇÃO:

Esse capítulo catorze e os seguintes (quinze e dezesseis) apresentam um discurso de Cristo em que Ele dá as ultimas instruções aos seus discípulos estando próximo de sua morte. É por isso um discurso de preparação para o que iria acontecer e orientações para que os discípulos soubessem como agir. Deixa assim instruções e também consolos e exortações aos seus amados, que são os onze, como já vimos desde o capítulo treze no verso primeiro. Estes representam todos os eleitos de Deus, como inclusive o capítulo dezessete nos mostrará. Tudo o que acontece nestes capítulos, até o evento mais importante que é sua morte na Cruz, são manifestações do amor extremo de Cristo pelos seus.



Mas entendemos a conexão do presente texto com o anterior quando observamos que se trata de uma palavra de consolo. E este capítulo catorze especialmente é um capítulo desta natureza. Ora, quando olhamos, por exemplo, o Salmo 23, descobrimos que existem os perigos que rondam os servos de Deus. Mas estes não precisam ficar angustiados porque eles têm a Deus. Este é o motivo de Davi dizer: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam.” Sl 23: 4. O que importa é que Deus está com seus servos. Este capítulo traz este mesmo ensino de consolo. A conexão com o capítulo treze está em que o Senhor tinha falado coisas muito perturbadoras. Cristo já estava pensando em sua própria morte e a anunciava aos discípulos. Tal coisa, à medida que eles vieram a compreender e de fato viver o acontecido, era para eles fonte terrível de angústia. Mas Cristo vai dizendo outras coisas terríveis, isto é, que um deles o trairia e que Pedro o negaria. Tudo isso era muito horrível para aqueles homens. Mais ainda: Diz que há um inimigo contra Ele e contra os discípulos que é o príncipe do mundo (Jo 14:30). Diz que o próprio mundo os adiará como odiou a Ele mesmo (Jo 15: 18- 27), e que eles poderão ser até mesmo mortos por religiosos falsos (Jo 16: 1-3). Seguir a Cristo significa risco de morte. O fato é que há aqui uma porção de coisas muito difíceis de aguentar. Saber que seu amado Senhor morrerá; saber que há um traidor, como Judas; saber que não se pode confiar em si próprio, como no caso de Pedro; saber que há um inimigo terrível contra você, o príncipe deste mundo; saber que há outros inimigos no mundo dispostos a matá-lo por causa de Cristo;...Enfim, quantos elementos de angustia terríveis, não é mesmo? Cristo diz: “No mundo, passais por aflições” Jo 16: 33. Assim, ser cristão não é coisa de covardes que quere um “Mar de Rosas”. 

Hoje em dia se apresenta-se uma falsa doutrina, a Teologia da Prosperidade, que mente para as pessoas dizendo que ao se tornarem cristã elas devem parar de sofrer. O slogan das falsas igrejas é “para de sofrer”. O ensino é que bastar ter fé e seremos curados e prosperaremos. Mas não foi isso que Jesus falou. Na verdade Ele, muito ao contrário, ensinou que segui-lo não é fácil. Segui-lo pode significa que perderemos tudo até mesmo a vida. Cristo é realista dizendo que se o seguirmos teremos muito a perder neste mundo presente. Na verdade o Cristianismo é um chamado ao sofrimento, a um estado de ser perseguido, a estar contra o diabo e tê-lo contra nós.  É estar contra o mundo e consequentemente termos como pagamento o seu ódio, e isso fora as lutas normais da vida das quais Cristo nunca prometeu livrar-nos totalmente. Nunca Ele disse que não iriamos mais adoecer, por exemplo, ou que não iríamos ter problemas com a família.  Na verdade Ele disse que nossa própria família estaria contra nós por causa Dele. Veja: “Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. Pois vim causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra. Assim, os inimigos do homem serão os da sua própria casa. Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim; e quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim.” (Mt 10: 34- 38). Cristianismo não é um “mar de rosas”. Cristianismo não é algo que você vai abraçar porque não quer mais ter problemas nesta vida. Não e não. Na verdade o Cristianismo vai lhe trazer muitos problemas. O Cristianismo será uma fonte de perseguição para você. Então porque devo ser cristão? Por um motivo: Porque o Cristianismo é a Verdade. O Cristianismo apresenta para nós a realidade da Palavra de Jesus Cristo, o Deus Escarnado, Aquele que veio mostrar o que é a Verdade. O Cristianismo é a mensagem do único que pode dizer: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” Jo 14: 6.   O fato é que você pode ter tudo nesta vida, mas se não tem a Jesus Cristo você está no caminho errado, você vive na mentira, está caminhando para a morte. Na realidade você neste caso já está morto.

Mas em resumo podemos dizer que Cristo nos apresenta o seguinte: Não é fácil ser cristão, mas sigam-me porque é a Verdade. Pense: Tudo isso vai passar. Quantos anos viveremos? Setenta, oitenta, noventa? Será que chegaremos aos cem? Mas enfim, depois que tudo isso passar eis que ficará claro para o cristão que ele escolheu o Caminho da Vida. Por outro lado, aquele que deixa o Cristianismo e a Verdade para evitar o sofrimento consequente de ser cristão porque ama este mundo e não quer abandoná-lo, tal homem se decepcionará. Sim ele pode agora evitar ser perseguido, pode receber aplausos do mundo, mas o fato é que está indo em direção a perdição eterna e quando morrer descobrirá esta terrível realidade, isto é, a realidade de que é um condenado ao inferno e a morte eterna. E no Dia do Juízo eis que se mostrará que os filhos de Deus, os eleitos, os genuínos cristãos, os crentes em Cristo, sempre, sempre tiveram razão. Eles estavam o tempo todo na Verdade, na Realidade, enquanto os demais viviam em uma chocante ilusão. Assim que o consolo de Deus não está em que não teremos problemas ou motivos de angústias, mas no fato de que Ele está cuidando de nós e levando-nos para o Lar em Glória. “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam.” Sl 23: 4. Podemos adoecer, podemos ser perseguidos, o mundo inteiro pode nos odiar, o diabo pode me odiar e estar contra mim, mas o Senhor está conosco e é o que importa. Podemos mesmo morrer, mas Ele nos diz: “Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente.” Jo 11: 25, 26. Agora poderemos ter tudo, como o favorecimento do diabo (e não sei em que isso poderá nos favorecer), e o benefício e aplauso do mundo inteiro, mas não teremos aquele que é o Principal, ou seja, Deus. O Juízo mostrará quem está vivendo na realidade. Mas leiamos o texto observando melhor todas estas coisas.

II – A FÉ DISSIPA A TURBULÊNCIA (Jo 14: 1).

Os discípulos estavam turbados decido a todas aquelas informações bombásticas que Cristo lhes dera. Isto os deixou turbados, agitados internamente. Trata-se daquela angústia, agitação, preocupação, a falta de paz interior. É como aquele barco de Cristo que de repente esteve em um mar agitado. As ondas e o vento se voltam contra a ele. Assim fica nosso coração quando começamos a pensar nas coisas difíceis, nos próprios problemas da vida, como doenças, necessidades materiais e dificuldades familiares. Neste caso as pessoas podem olhar para você achando que está tudo bem, mas por dentro você é um mar agitado por estas aflições. E acrescente-se que à medida que vamos vivendo o cristianismo também percebemos a oposição do mundo e até de nossa própria família. Além disso descobrimos há a oposição do maligno pois “O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar;” I Pe 5:8. E vamos entendendo que necessitamos renunciar muitas coisas por nosso Cristianismo, e que nossa própria natureza pecaminosa se opõe a tal determinação em seguir os ensinos de Cristo em cada detalhe. Eis que tudo isso faz nosso coração agitar-se como um mar revolto. Era assim que estavam os discípulos naquele momento. Perceba a sequência do pensamento do final do capítulo treze para o início do catorze:

Respondeu Jesus: Darás a vida por mim? Em verdade, em verdade te digo que jamais cantará o galo antes que me negues três vezes. Não se turbe o vosso coração;”.

Cristo acabara de dizer algo muito difícil sobre Pedro. E também pelos outros evangelhos sabemos que afirmou que todos o abandonariam (Mt 26: 31; Mc 14: 27). Com se sentiram os discípulos ao ouvirem aquelas coisas? Resposta: Turbados, aflitos, angustiados. Mas agora Cristo lhes diz: “Não se turbe o vosso coração;”. É como quem diz: “Vocês estão turbados, não é? Estão aflitos com o que eu lhes falei? Não continuem assim. Não continuem angustiados. Parem de se turbar. Parem de se angustiar.”. Irmãos, é Cristo falando com os seus discípulos e Cristo falando conosco. Se somos discípulos de Jesus, se somos crentes, eleitos, amados do Senhor, Ele está falando conosco e não só com aqueles onze. O que está angustiando você? O que lhe aflige? O que tem te preocupado ao longo da vida? O que tem te angustiado ao longo dos anos, meses ou dias? Que coisas têm sido fontes de uma turbulência em seu coração? Há algo que causa um mar agitado em seu coração? Você te vivido agitado? Cristo lhe diz: Pare! Não continue turbado nem agitado. “Não se turbe o vosso coração” é a doce Palavra de Nosso Senhor aos seus amados, aos seus discípulos. Ele está falando isso como manifestação de seu amor, e de seu cuidado. Tudo isso é expressão prática desta palavra: “Ora, antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim” Jo 13:1.

Porém alguém pode dizer: “Mas Senhor como pode ser isso se nos acabou de dizer que há um traidor? Como é possível não se turbar se Pedro irá te negar? Como não se turbar diante destas fontes de angústias tão poderosas?”. Mas Cristo não diz somente para não se turbar. Ele também dá a fonte da paz. Ele mostra como nosso coração pode deixar de ficar preocupado. Ele diz: “Não se turbe o vosso coração” e em seguida diz: “credes em Deus, crede também em mim”. Onde está a fonte da paz? Lembra que diante do mar agitado o Senhor disse “Acalma-te, emudece!” Mc 4: 39? O que houve em seguida? Resposta: “O vento se aquietou, e fez-se grande bonança” Mc 4:39. Onde está a fonte? A resposta está em duas partes: Primeiro: “credes em Deus”. Segundo: “crede também em mim”. Ele está dizendo: Creiam em Deus, creiam em sua Palavra, creiam em sua promessa. Se olharmos para Deus, olharmos para sua Palavra, olharmos para sua promessa e crermos, a consequência será que esta turbulência acabará. Cada vez que eu começo a olhar para as fontes da angústia, como a traição de Judas, a negação de Pedro e os riscos de morrer pelo Evangelho, naturalmente meu coração se enche de preocupação e dor. Mas Cristo diz que vencemos isso se confiarmos no seu Pai e Nele. Creiam, creiam, creiam em Deus, é o que nos diz. Descansem. Pedro vai dizer anos depois “lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” I Pe 5: 7. Deus cuida de vocês. Confiem Nele, descansem Nele. Você não precisa ficar assim angustiado porque o Senhor cuida e você. Ele tem as suas promessas, e estas não falham. Por isso Davi diz: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam.” Sl 23: 4. Paulo vai dizer: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças.” Fp 4: 6. Assim que você aprenda isso meu irmão. Jesus não está dizendo que não vamos sofrer. Não! Ele declara de forma evidente que o mundo não é fácil. Vivemos na sombra da morte, mas não precisamos vivem angustiados porque Deus está conosco. O Senhor é Fiel a sua Palavra, a sua Aliança com seu Povo, e é à medida que cremos Nele que a turbulência se desfaz. É também à medida que esquecemos esta verdade que a turbulência se agrava. À medida que começamos a olhar para a traição de Judas, para a negação de Pedro, para a perseguição do mundo e do maligno, para a possibilidade da morte, para o desprezo da família, para os problemas da vida, é que a turbulência interna se agrava. Mas é também à medida que você lembra-se do Pai, lembra-se de Cristo, lembra-se da Fidelidade de Deus e lança sobre Ele tua ansiedade e confia Nele, é que esta angustia se esvai. Então o turbar do coração vai acabando, vai acabando, vai acabando, até que já não exista. Falo com a autoridade das Escrituras que à medida que você olha para as dificuldades seu coração se perturba, mas que também a medida que você olha para Cristo, para Deus pela fé, a angustia e a turbulência do seu coração vão amenizando até que haja perfeita paz. É a paz verdadeira, a paz do Senhor. Assim que a fé em Cristo e no Pai é fonte de paz.

III – A PROMESSA CONSOLADORA (Jo 14: 2,3).

Mas é fé em que? É fé em quem? É fé em Deus, em sua Palavra, em sua promessa, em seu cuidado. Para entendermos lembremo-nos de uma palavra de Paulo: “Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós.” Rm 8: 18. Ele fala que o tempo presente é de sofrimento. E diz mais: “A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus. Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora. E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo. Porque, na esperança, fomos salvos. Ora, esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos.” Rm 8: 19-22. Este tempo é de dificuldade e sofrimentos, mas nós esperamos a vinda do Reino de Deus, quando então virá a Glória de Cristo e dos filhos de Deus. A própria natureza geme esperando a manifestação desta glória. O Salmo 96 fala da alegria da Criação quando esta Glória finalmente se manifestar, mas agora ela geme devido ao pecado dos homens. Assim que este é um tempo de sofrimento, mas o que nos faz ter alento é a esperança. Ora, “na esperança, fomos salvos”. Agora ainda vemos muitos sofrimentos, pois este é um mundo de pecado, mas “esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos.”. Portanto ainda não vemos a Glória, mas já a esperamos.

O escritor aos Hebreus diz assim: Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem. Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho. Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem.” Hb 11: 1-3. E aí ele passa a falar daquela grande galeria dos heróis da fé. Eles viveram pela fé. Por exemplo: “Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia” Hb 11: 8. Aqui está a esperança. Quando alguém crê também espera. Mas espera oque? Resposta: Espera o que a Palavra de Deus disse que vai acontecer. Por que Abraão deixou tudo para traz? Você talvez o chamasse de louco pois iria deixar sua terra e sua parentela. Mas Abraão lhe responderia: “Eu não sou louco porque eu espero na Promessa Daquele que não pode mentir, Daquele que não pode falhar, Daquele que tem a Palavra que é a Verdade, Daquele que não volta atrás”. Quem é esse? Resposta: Deus. Assim podemos dizer que a fé espera o que a Palavra de Deus promete. A fé e a esperança andam juntas e a base de ambas é a Palavra de Deus, é a Promessa Daquele que é Todo-Poderoso e Fiel. Por isso Paulo diz que vivemos na esperança. Ora, este mundo é mau, é terrível e nós temos motivos de angústias nele. Mas Jesus está dizendo agora o porquê de você não precisar se angustiar. Primeiro Ele diz:  Não se turbe o vosso coração, credes em Deus, crede também em mim”. Aí então no verso dois Ele fala da promessa futura, de algo que ainda não vejo, de uma esperança. Agora eu olho para o mundo e vejo só pecado. Olho para o mundo e vejo o seu ódio contra mim como cristão. Quando olho para o falso cristianismo também vejo ódio deste quando defendo o genuíno Evangelho. Vejo que o diabo me odeia e está contra mim. Percebo que o mundo pode até mesmo tentar me matar por causa da Verdade que abraço. Mas Jesus diz para nós que não nos turbemos, mas creiamos. Mas devemos crer em quê? Resposta: Em sua promessa de que isto aqui não é tudo. Que estes sofrimentos presentes não são a coisa final. Que há esperança para o futuro. Em outras palavras, Jesus está dizendo assim: Vivam na perspectiva não do agora, pois neste caso vocês estarão sempre turbulentos, angustiados, e preocupados. Mas vivam na esperança quanto ao que virá. Mas o que Ele promete afinal? Leiamos: “Na casa de meu Pai há muitas moradas”. Seguindo o pensamento de certo comentarista, é como um belo prédio de muitos e muitos apartamentos mobiliados e preparados para a morada. Ele está dizendo então: Na Casa do pai, na Glória Celestial há lugar para todos vocês. Não é um lugarzinho, alguma coisa onde talvez vocês não caibam, onde só alguns de vocês podem entrar. Não! Mas o fato é que há lugar para todos vocês. Há lugar para todos os meus filhos. Há lugar para todos os eleitos. E Apocalipse vai dizer: “Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra.” Ap 5: 9, 10 e “vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos; e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação.” Ap 7: 9, 10.

Assim que Cristo diz: “Na casa de meu Pai há muitas moradas” e “Se assim não fora, eu vo-lo teria dito”. A Palavra Dele é infalível. Se assim disse é porque é exatamente dessa forma. É como se estivesse dizendo aos seus discípulos: Oh meus amados, meus filhinhos, não fiquem atribulados. Sei que este mundo é mau, mas isto não é o fim. Esperem, esperem, pois há moradas para vocês suficientes na casa do meu Pai, e é para lá que vocês estão indo Pois vou preparar-vos lugar”. Do que Ele fala nesta última parte do verso? Ora, Ele está falando nada mais e nada menos que estava seguindo em direção à morte na Cruz para que seus amados pudessem morar neste lugar. Era isto que iria fazer em mais algumas horas. Ele iria se entregar voluntariamente para morrer por eles e por nós se somos crentes mesmo. Pergunto: Qual era nosso salário? Era a morte, pois somos pecadores (Rm 6:23). Ah meus irmãos, se Ele não preparasse este lugar nós estaríamos todos condenados e não teríamos morada com o Pai coisa nenhuma, mas estaríamos condenados à miséria eterna, morte eterna. Nós não podemos nem imaginar a situação terrível dos que agora estão no Inferno, situação de sofrimento, de humilhação, de dor terrível. Isso era para nós! É isso que merecemos. Sim, nós merecemos Ira de Deus, a perdição eterna, mas Cristo deixou claro que Deus se agradou em salvar seu povo eleito. Ele estava como que dizendo: Deus me enviou para que eu levasse no lugar de vocês esta Ira. Para que eu na Cruz assumisse a Ira que era para vocês e assim ela caísse sobre mim. Enfim,vou preparar-vos lugar”. Daqui a pouco estarei morrendo. Daqui a pouco estarei dando a minha vida por vocês. Como Jonathan Edwards em certo sermão lembra: Quando Cristo disse estas coisas Ele mesmo estava em angústia, pois se aproximava da morte, e no Getsêmani Ele ora dizendo: “Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres.” Mc 14: 36. E ali “estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra” (Lc 22: 44) o que mostra o grau de sua angústia. Cristo estava antevendo seus sofrimentos na Cruz, e a Ira caindo sobre Ele. Cristo sabia o que iria passar por causa de nós, por causa de seus eleitos. Mas mesmo nesta angústia e nesta dor Ele olha para seus eleitos e diz: “Não se turbe o vosso coração... vou preparar-vos lugar”. Como quem diz: Eu estou indo para a Cruz exatamente morrer por vocês, para dar minha vida por vocês, para que a Ira que era de vocês caia sobre mim, e então vocês possam muito em breve estar comigo na Casa do Pai, pois os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós.” Rm 8: 18. Daqui a pouco virá esta Glória. Quantos anos vou viver? Quantos anos você vai viver? Alguns anos, algumas décadas? Ah aqui podemos sofrer por crermos em Nosso Senhor, mas o que é isso perto da Glória que está vindo? Ora, está bem ali, já ao morrermos estaremos lá com o Senhor. Aqueles que já morreram já estão lá, a Igreja Triunfante já está lá esperando a ressurreição do corpo, e daqui a pouco também lá estaremos com ela, e Naquele Dia Nosso Senhor estará voltando.

Mas ouçamos o que Cristo diz agora “E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também.” Jo 14: 3. Esta é a esperança pela qual precisamos viver “Porque, na esperança, fomos salvos” e “a fé é a certeza de coisas que se esperam”. A esperança baseia-se não no que eu vejo, mas na Palavra, na Promessa. Esta é a esperança que sustenta nosso coração e faz com que as fontes de angústias se dissipem. Poderemos dizer: Isso não é o final. Eu posso ficar tranquilo porque Deus me salvou no seu Filho e está me levando para sua Glória. E aí, irmãos, a angústia acaba, o coração antes turbulento fica calmo porque espera Naquele que é Fiel. Lembremos ainda que parte desta palavra de Cristo já não é mais esperança, pois Ele já a cumpriu na Cruz, mas Ele disse que voltaria, o que ainda não aconteceu. Mas como a primeira, podemos estar certos que se cumprirá também.

Mas a volta de Cristo para os ímpios será um Dia Terrível. O coração deles vai derreter. A angústia deles será inexprimível. Desejarão desaparecer devido ao Terror de Cristo. Mas para os Filhos de Deus o sentimento será absolutamente oposto. Para estes será assim: “voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também.” Jo 14: 3. Então quando Ele voltar, eis que neste momento em que aparecer nos Céus será o fim do tempo presente de angústias e sofrimentos. Não haverá mais traidores entre nós como Judas. Não haverá mais quedas como a de Pedro. O diabo será totalmente derrotado. Será o fim dos inimigos de Deus. Os que hoje odeiam a Igreja de Cristo e estão contra ela, sendo finalmente reprovados, terão seus corações derretidos. Enfim, será o fim de toda a oposição, porque eis que estará chegando o Rei da Paz (Jo 12:12-19). Ele para os seus vem como que montado em um jumentinho. Para os seus Ele é o Rei da Paz. Mas para os seus inimigos Ele é o Rei da Guerra, que não vem montado em um jumentinho, mas num cavalo de guerra. Ele vem para vencer os inimigos. Assim que quando Cristo voltar será o fim de todos os opositores de Deus e de todos os sofrimentos. Será para os ímpios o Dia do Terrível Juízo do Senhor, Juízo que vem para sentencia-los ao sofrimento eterno. Mas para o seu Povo não será terrível. Para eles será assim: “vos receberei para mim mesmo”. Quem nos receberá? Resposta: Cristo. Mas para que?  Resposta: para que, onde eu estou, estejais vós também”. Cristo veio para isso. Em breve assim será. Mas enquanto estamos aqui é esperança. Ainda estamos longe da Casa do Pai, ou como diz Hebreus sobre Abraão: “porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador.” (Hb 11: 10), e ainda: “Mas tendes chegado ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e a incontáveis hostes de anjos, e à universal assembleia e igreja dos primogênitos arrolados nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados, e a Jesus, o Mediador da nova aliança, e ao sangue da aspersão que fala coisas superiores ao que fala o próprio Abel.” Hb 12: 22-24. Um dia estaremos em no Lar com Nosso Senhor. É isso que o Senhor está dizendo. Em breve tudo vai terminar e estaremos para sempre, sempre em sempre com Ele em seu Reino onde Habita Justiça e onde o pecado e o mal já não existe. Então nunca seremos separados dEle. De fato isso já é verdade desde agora, “Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” Rm 8: 38, 39. Mas o agora ainda é em Esperança quanto a esta Glória Futura. Irmãos, nós nem podemos imaginar como será tal Glória. E será Gloria por causa Dele. Ele estará lá, Ele estará lá. Ele é a Fonte, o Pão da Vida, a Luz do Mundo, o Verbo de Deus, Nosso Senhor amado, o que morreu na Cruz por nossos pecados, Aquele que é Deus e Homem. Para sempre estaremos com o Senhor. Se você ama a Cristo, não há nada que seu coração mais anele que está com o Senhor. Se você é um convertido sabe do que estou falando. Sabe que seu coração deseja por esse Dia. Você pode dizer: “Vem, Senhor Jesus!” Ap 22:20? Sim, é isso que mais deseja? Ah, você sabe do peso que ainda está sobre seus ombros. Sente a perseguição do mundo, sabe de sua própria natureza pecaminosa que precisa mortificar todos os dias. Sabe como é duro ter que matar um “Leão” por dia. Sim, matar o pecado, destruí-lo sempre. Você se entristece por ver o pecado em sua vida e como anela pelo Dia em que tudo isso vai passar para que finalmente esteja para sempre com o Senhor em seu Reino de Justiça. Por isso o Senhor diz: Para de se turbar! O que passamos e sofremos agora não se compara com o que virá na Glória. Amém!

IV – O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA (Jo 14: 4-6).
   
Mas essas promessas são para todas as pessoas? Resposta: Não, mas apenas para os que creem. Jesus diz: “E vós sabeis o caminho para onde eu vou” Jo 14: 4. Assim há um caminho que se precisa seguir para que tais consolos sejam nossos. A salvação não é universal, mas é dos eleitos. A fé não é de todos (II Ts 3: 2). Enfim, a salvação é dos crentes, dos que confiam em Jesus. Dessa forma Cristo está falando que suas promessas são realidades, mas acrescenta que os discípulos já conhecem o caminho para que elas se tornem realidades em suas vidas. Está dizendo: Sigam o Caminho.

Todavia, Tomé não entendeu. Como nós os discípulos também custavam a compreender estas palavras. Ele pergunta: “Senhor, não sabemos para onde vais; como saber o caminho?” Jo 14: 5. De certa forma ele estava certo, pois não se pode saber o caminho para onde se desconhece. Mas Tomé não entendia do que Cristo falava. Cristo então lhe explica respondendo: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” Jo 14: 6. Cristo está dizendo que as promessas são para aqueles que foram ao Pai já agora. É preciso conhecer o Pai e ser com Ele reconciliado. Ora, o pecado nos separou de Deus. Quando Adão pecou imediatamente se sentiu incomodado com a presença de Deus. E o próprio Deus o expulsou do Paraíso (Gn 3). Mas no verso 15 diz: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”. Essa maldição para a serpente significava a vitória de Cristo sobre o mal e a salvação dos eleitos, o que implicaria naturalmente em reconciliação com Deus. Assim, Cristo está dizendo, nas palavras que estamos estudando, que suas promessas são para aos que estão em paz com o Pai. Mas como são pacificados? Resposta: Somente através do Filho. Não há outro meio porque o Filho é o Redentor prometido em Gn 3: 15. Cristo é o Deus encarnado, o que revestiu-se de humanidade, viveu uma vida santa e justa pelos seus eleitos, e também morreu no lugar deles. Por isso que tinha acabado de dizer “vou preparar-vos lugar”. Ele recebeu a Ira no lugar dos eleitos. Está pago. Assim a separação de Deus só pode acabar por intermédio dEle. Consequentemente ele diz: “Eu sou o caminho”. Observe que diz “o” e não “um”. Ele é “o Caminho”. Jesus diz que eles já conheciam este Caminho. Ora, o é próprio Cristo que estava com eles o tempo todo. Agora ele diz: Sigam. Mas como? Resposta: Pela fé, já que “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” Rm 5: 1. Confie em Jesus Cristo, e apenas Nele. Você jamais pode chegar ao Pai por outro meio. Tem que ser por Cristo. Olhe para Cruz e confie em Cristo. Dependa somente de sua obra, dependa de sua vida justa, e de seu sacrifício expiatório e substitutivo na Cruz. Assim que cremos em Cristo estamos no Caminho para o Pai, pois “ninguém vem ao Pai senão por mim”. Não há outros caminhos. Nenhum líder religioso do passado, como Buda e Maomé, podem salvar. Nenhuma religião ou justiça própria podem salvar. Jesus diz: Não, não, não, não confiem em nada fora de mim. Também não façam como os Católicos Romanos que dizem que confiam em Cristo, mas não confiam de fato por que acrescentam a Ele a Maria e os santos. Ou você crê só em Cristo ou você não crê de forma alguma. Não creia em outro salvador ou em Cristo e mais algum outro. Não e não! Mas, creia apenas em Cristo. A mensagem é: Solus Christus, isto é, Somente Cristo.

E porque Ele é o Caminho também é a Verdade. Ele é a Verdade no sentido absoluto. Ele é o Caminho para o Pai e é a Verdade do Pai para nós, pois não sabemos quem é Deus a não ser por Ele. Foi Ele quem nos trouxe a Revelação de Deus. Observe: “Replicou-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. Disse-lhe Jesus: Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai? Não crês que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, faz as suas obras.” Jo 14: 8-10. Assim Ele está se apresentando como o Revelador de Deus. Ora, qual é a Verdade das verdades ou a Verdade mais importante que precisamos conhecer? Resposta: Deus. Se você não conhece a Deus não conhece a Verdade. Pode até conhecer algumas verdades menores. Alguém pode, por exemplo, saber muito de ciência, de filosofia ou conhecer muitas coisas da vida por experiência. Mas se não conhece a Deus tal homem vivem em uma mentira, pois não conhece ao seu Criador, e consequentemente nem se conhece e nem sabe para que existe. É um cego indo para o Inferno sem se dar conta do imenso perigo que corre. Vive em uma profunda ilusão. Mas Jesus é a Luz do Mundo e quando Nele cremos sabemos quem é Deus, que fomos criados para sua Glória, e que estamos indo para a sua Casa, pois nos preparou lugar.

Mas se Cristo é o Caminho e a Verdade também é a Vida “porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” Rm 6: 23. Estávamos vivos fisicamente, mas mortos em delitos e pecados (Ef 2:1-10). O pecado dominava nosso coração e nos matava. O pecado é morte porque é separação de Deus. Mas se Cristo nos liga a Deus, se nos reconcilia com Ele, se nos revela a Deus, logo torna-se para nós a Vida Eterna, pois “a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” Jo 17: 3. De forma que se já estamos em Cristo o pecado já foi resolvido, estamos reconciliados com o Pai, O conhecemos, e temos a Vida Eterna. Temos Nele Vida e Vida com Abundância (Jo 10:10). No final Vida é Saber quem é o Pai, saber quem é Jesus, conhecê-lo, amá-lo, tê-lo como Nosso Tesouro. É saber quem Ele é porque Cristo me revelou, e consequentemente amá-lo acima de tudo, desejando viver para Ele e sua Glória e Honra. Isso é Vida. Quem não tem isso está morto, mesmo que tenha dinheiro, poder, entretenimento, prazeres, e tudo o que o mundo possa lhe oferecer, pois neste caso não passa de um defunto espiritual, cego sobre Deus e indo para o inferno. Mas Cristo diz: “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem” Jo 10:9. Entrem por essa porta pela fé. Lembrem que também ela é estreita (Mt 7: 13), o que implica em arrependimento. Ele diz: “O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho” Mc 1: 15. Portanto creia e se arrependa já!

V – CONCLUSÃO:

Estamos no Caminho se cremos em Cristo e já nos arrependemos dos pecados. Neste caso temos o Conhecimento de Deus, e estamos vivos espiritualmente.  Devido a isso seremos odiados e perseguidos pelo mundo e teremos muitas dificuldades. Mas não devemos nos turbar porque logo, logo estaremos na Casa de Nosso Pai, pois Cristo na Cruz já nos preparou lugar. Que esta Verdade seja nosso consolo a cada dia, e assim, pela fé em Cristo, tenhamos plena paz de Deus, aquela paz única cheia de esperança nas promessas e que dissipa toda a angústia do coração. Não precisaremos então temer os Judas, nem os “nossos Pedros”, nem o diabo, nem o mundo inteiro, nem a as lutas normais da vida, nem mesmo a morte, pois Cristo nos diz: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também” e para sempre, sempre e sempre. Não há outro consolo verdadeiro a não ser esta Palavra de Cristo aos seus amados. Estes estão seguros aconteça o que acontecer.  Que seja assim conosco pela graça de Deus. Amém! 

 Pode ser copiado e distribuído livremente, desde que indicada a fonte, a autoria, e o conteúdo não seja modificado.

*Pregação da noite de domingo, dia 21 de setembro de 2014, na Congregação Batista Reformada em Belém.



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