A perfeição e suficiência da revelação de Deus - Fabiano Rocha*.

Deus revelou sua vontade de forma perfeita, embora ele tenha usado homens imperfeitos. A Escritura foi preservada e guardada de erros e sugestões humanas. Ela não foi produzida segundo a vontade e capacidade dos homens e não é fruto de consciência religiosa elevada. A Palavra de Deus é produto do sopro do Espírito Santo a homens santos que falaram da parte de Deus. Eles foram usados como instrumentos para escrever os conselhos e instruções do Senhor ao seu povo. Tudo o que foi escrito é suficiente para determinar a fé, formar o caráter do homem e direcionar sua conduta segundo a vontade de Deus. Paulo escrevendo a Timóteo diz que toda a Escritura é inspirada por Deus e apta para total instrução do homem, sendo, portanto, suficiente para esse fim. O salmista, expressando o caráter da revelação de Deus, diz ser ela perfeita para restaurar a alma. Ela transforma a alma, forma o caráter, nos aponta uma vereda segura, ilumina os caminhos escuros, nos faz sábios no caminho da salvação. Ela é o nosso alimento diário, sendo um poderoso meio de graça que nos faz crescer em Cristo. É também o cabedal de verdades que a igreja possui e que deve ser proclamado. Não deve haver nenhuma dúvida e muito menos desprezo por essa grande verdade, de que a Bíblia é o meio designado para a santificação e salvação dos homens.

Isso implica em dizer que nenhuma evidência de santificação nem chamada eficaz para a salvação são encontrados onde a Palavra de Deus é ignorada. Quanto ao primeiro aspecto, ela é perfeitamente apta para educação e correção na justiça. “Como manterá o mancebo puro o seu caminho? Observando segundo a palavra de Deus”, diz a Escritura. O salmista diz também que teve uma atitude firme em guardar no coração a Palavra do Senhor para não pecar. Através dela, tanto discernimos as faltas do viver bem como somos instruídos a andar na vereda da justiça. Cristo disse que o consolador nos guiaria a toda verdade. Ele nos conduz a tudo aquilo que Cristo ensinou e nos mandou observar. Cristo também asseverou que devemos fazer discípulos ensinando-os a guardar tudo o que Ele disse. Quanto ao aspecto salvador, se não houver pregação correta e proclamação legítima da Palavra de Deus, não haverá o chamado da morte para a vida. O Senhor usa sua Palavra para restaurar pecadores, bem como para chamá-los da condição em que se en-contram: mortos. A fé nasce pelo ouvir e o ouvir a Palavra de Deus. Mas a pergunta que Paulo faz é: “como ouvirão se não há quem pregue?”. O chamado de Deus se faz ouvir pela proclamação da palavra. Esse foi o meio designado por Deus. A igreja tem a incumbência de ir e pregar o evangelho. Cristo nos ordena a pregar. Paulo exorta a Timóteo a pregar a Palavra de Deus, a tempo e fora de tempo.

Sendo assim, em nenhum aspecto a Escritura deve ser desprezada e nem substituída. Ela é perfeita e suficiente para fazer valer os desígnios de Deus. A Bíblia deve ser o nosso alimento diário e nosso pão, bem como nossa pregação deve ser pautada por ela. Devemos ser cheios da Palavra do Senhor. Ela deve saturar nossa mente, nossa vida, nossa conduta, nossa fala, nossas decisões e planos. A Palavra de Deus deve habitar ricamente em nós. E essa habitação deve ser de forma rica e abundante (Cl 3:16).

*Pastor da Primeira Igreja Batista Reformada em Taguatinga.

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Leitura recomendada para o aprofundamento no assunto:


A Inspiração das Escrituras

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