Refutando os argumentos pentecostais e neopentecostais contra o cessacionismo - Parte I (Texto, áudio e vídeo)* - Manoel Coelho Jr.



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Há mais de um ano tive um diálogo pela internet com um querido irmão sobre o Cessacionismo e o Continuísmo. Ele defendeu o Continuísmo e eu o Cessacionismo. Deste diálogo surgiu um texto que publiquei no blog (Clique aqui para ler). Mas, há poucos dias recebi neste mesmo texto o seguinte comentário de um leitor neopentecostal:

Jesus disse que quem crer nele fará as obras que ele faz, sou neopentecostal e vejo milagres fantásticos, pra min cessacionismo é a verdadeira aberração, é rebeldia contra os dons do Senhor.”.

Pareceu-me muito interessante as palavras deste leitor, pois representam o típico argumento pentecostal e neopentecostal contra o Cessacionismo. Sempre e sempre eles nos vêm com as mesmas argumentações, mudando-as apenas na forma de dizê-las. Podemos colocá-las desta maneira:

1 – Tentam nos mostrar que Jo 14:12 prova que o Cessacionismo é Antibíblico.

2 – Apelam para suas experiências de supostos milagres.

3 – Acusam os cessacionistas de rebeldia a Deus, visto que, segundo eles, estão desprezando o que Deus está fazendo hoje em termos de Dons Espirituais.

Vemos cada um destes pontos na frase de nosso leitor. Trata-se de argumentos geralmente usados por Pentecostais e Neopentecostais contra os Cessacionistas. Desejo neste texto refutar a tais argumentos. Deixo claro que não faço isso por amor a polêmica, mas por amor a Deus, a Sua Verdade, a Igreja, que precisa sempre ser defendida contra o falso ensino, e também aos próprios pentecostais e neopentecostais (incluindo o que comentou), que necessitam ser prevenidos de seus erros. Creio que o argumento pentecostal é extremamente perigoso, pois atenta contra o Sola Scriptura. Assim quero fazer uma refutação com amor a Deus e ao próximo. Que Deus nos ajude nesta tarefa. Vamos então ao assunto.

I – Equívoco da interpretação de João 14: 12 pelos pentecostais e neopentecostais.

Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai. E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei. Se me amais, guardareis os meus mandamentos.” Jo 14:12-15.

Nosso leitor diz: “Jesus disse que quem crer nele fará as obras que ele faz”. Naturalmente ele se refere a Jo 14:12. Com isso ele se identifica com a interpretação pentecostal e neopentecostal popular, que entende que Jesus estava ensinando que os milagres que Ele operou continuariam a se repetir na vida dos discípulos. Aliás, para serem coerentes, eles também creem que os milagres por parte dos discípulos seriam até maiores, pois Cristo diz: “outras (obras) maiores fará”. Mas será que tal interpretação é correta? Desejo demostrar que não. Farei isso de duas maneiras:

1 – Comparando os milagres de Cristo com os “milagres” modernos.

2 – Procurando biblicamente entender o que Cristo quis dizer com “fará também as obras que eu faço e outras maiores fará”.

1 – Os milagres de Cristo não têm se repetido entre os pentecostais e neopentecostais.

Quando um pentecostal ou neopentecostal diz que os milagres de Cristo são estas obras que Ele prometeu que continuariam, imediatamente eles se põem como alguém que deve provar que tais milagres estão de fato se repetindo entre eles ou por eles. Devem até mesmo ser capazes de demostrar que milagres maiores estão ocorrendo, pois Cristo disse “outras maiores fará”. Será que eles conseguem isso? Respondamos olhando para os milagres de Cristo.

A – Multiplicação dos pães e peixes para alimentar milhares de pessoas.

Depois destas coisas, atravessou Jesus o mar da Galiléia, que é o de Tiberíades. Seguia-o numerosa multidão, porque tinham visto os sinais que ele fazia na cura dos enfermos. Então, subiu Jesus ao monte e assentou-se ali com os seus discípulos. Ora, a Páscoa, festa dos judeus, estava próxima. Então, Jesus, erguendo os olhos e vendo que grande multidão vinha ter com ele, disse a Filipe: Onde compraremos pães para lhes dar a comer? Mas dizia isto para o experimentar; porque ele bem sabia o que estava para fazer. Respondeu-lhe Filipe: Não lhes bastariam duzentos denários de pão, para receber cada um o seu pedaço. Um de seus discípulos, chamado André, irmão de Simão Pedro, informou a Jesus: Está aí um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas isto que é para tanta gente? Disse Jesus: Fazei o povo assentar-se; pois havia naquele lugar muita relva. Assentaram-se, pois, os homens em número de quase cinco mil. Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os entre eles; e também igualmente os peixes, quanto queriam. E, quando já estavam fartos, disse Jesus aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca. Assim, pois, o fizeram e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobraram aos que haviam comido.” Jo 6: 1-13.

Isso é que é milagre, não é mesmo? Será que milagres assim acontecem entre pentecostais e neopentecostais? Outra coisa: Será que milagres maiores que este têm ocorrido entre eles? Sim ou não? Ora, se a interpretação deles de Jo 14:12 está correta, milagres assim têm de estar ocorrendo, e até de forma costumeira. Mas é isso que ocorre? Ora vá a qualquer reunião neopentecostal, ou assista os programas neopentecostais da mídia, e você verá que os “milagres” que lá ocorrem não chegam nem perto do que Jesus fez. Amigos, tais milagres não têm acontecido, e tão pouco de forma costumeira. Todavia, se a interpretação neopentecostal for correta eles têm de acontecer. Se não acontecem algo está errado. Você percebe onde quero chegar?

B – Andar sobre o mar.

“Ao descambar o dia, os seus discípulos desceram para o mar. E, tomando um barco, passaram para o outro lado, rumo a Cafarnaum. Já se fazia escuro, e Jesus ainda não viera ter com eles. E o mar começava a empolar-se, agitado por vento rijo que soprava. Tendo navegado uns vinte e cinco a trinta estádios, eis que viram Jesus andando por sobre o mar, aproximando-se do barco; e ficaram possuídos de temor. Mas Jesus lhes disse: Sou eu. Não temais!” Jo 6: 16-20.

Este milagre é estupendo. A questão que propomos aos neopentecostais é se os seus líderes, ao menos eles, andam por sobre as águas comumente. Isso acontece sempre entre neopentecostais? Não, não é mesmo? Mas não dizem que farão as mesmas obras de Cristo? Como então isso não ocorre entre eles? Ora sabemos que os “milagres” neopentecostais, ou mesmo pentecostais, não se comparam com o que fez Cristo ao andar sobre as águas. Então, algo está errado com a interpretação que fazem de Jo 14:12.

C – Ressurreição de Lázaro.

Então, ordenou Jesus: Tirai a pedra. Disse-lhe Marta, irmã do morto: Senhor, já cheira mal, porque já é de quatro dias. Respondeu-lhe Jesus: Não te disse eu que, se creres, verás a glória de Deus? Tiraram, então, a pedra. E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse: Pai, graças te dou porque me ouviste. Aliás, eu sabia que sempre me ouves, mas assim falei por causa da multidão presente, para que creiam que tu me enviaste. E, tendo dito isto, clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora! Saiu aquele que estivera morto, tendo os pés e as mãos ligados com ataduras e o rosto envolto num lenço. Então, lhes ordenou Jesus: Desatai-o e deixai-o ir. Muitos, pois, dentre os judeus que tinham vindo visitar Maria, vendo o que fizera Jesus, creram nele.” Jo 11: 39-45.

Lázaro depois de quatro dias morto debaixo da ordem de Cristo saiu do túmulo vivo como se nunca tivesse morrido. Isso é que é milagre. Há coisa semelhante entre os pentecostais ou neopentecostais? Se a interpretação deles de Jo 14:12 está correta eles precisam mostrar que muitos mortos já forram ressuscitados em seus movimentos de “milagres”. Precisam também mostrar que já foram ressuscitados pessoas que estavam mortas há mais que quatro dias, visto que precisa ser algo mais estupendo que o feito de Cristo a Lázaro, pois “fará também as obras que eu faço e outras maiores fará”.  Percebe? Mas isso tem ocorrido? É evidente que não. Eu pergunto: Onde estão os muitos e muitos mortos ressuscitados no movimento pentecostal e neopentecosta hoje? Onde estão? Simplesmente não existem! Então há algo de muito errado com a interpretação que fazem de Jo 14:12.

D – Curas imediatas.

Estava ali um homem enfermo havia trinta e oito anos. Jesus, vendo-o deitado e sabendo que estava assim há muito tempo, perguntou-lhe: Queres ser curado? Respondeu-lhe o enfermo: Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; pois, enquanto eu vou, desce outro antes de mim. Então, lhe disse Jesus: Levanta-te, toma o teu leito e anda. Imediatamente, o homem se viu curado e, tomando o leito, pôs-se a andar. E aquele dia era sábado.” Jo 5: 5-9.

Caminhando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos perguntaram: Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus. É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo. Dito isso, cuspiu na terra e, tendo feito lodo com a saliva, aplicou-o aos olhos do cego, dizendo-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que quer dizer Enviado). Ele foi, lavou-se e voltou vendo.” Jo 9:1-7.

Curas imediatas. Jesus pronunciava sua ordem e a cura se seguia imediatamente. Algo semelhante aconteceu na ressurreição de Lázaro. Cristo chamou o morto e imediatamente ele ressuscitou. Seu corpo de já quatro dias apodrecendo se regenerou imediatamente e ele passou a andar. Que milagres estupendos e, como dizemos, “na hora”. Na hora o paralítico se viu curado. Na hora o cego voltou vendo. Na hora Lázaro ressuscitou depois de estar por quatro dias morto. Acaso tais coisas acontecem entre pentecostais e neopentecostais? Acaso coisas maiores que estas têm acontecido com frequência nestes movimentos? Sim ou não?  Acaso seus líderes que se dizem cheios de dons tem coragem de entrar nos hospitais para curar a todos os doentes terminais? Acaso eles têm coragem de ir aos velórios e ressuscitar todos os mortos? Não? Mas não fariam as mesmas obras de Cristo e até maiores? Se estas coisas não acontecem com frequência algo está muito errado com a interpretação que fazem de Jo 14:12. Você me entende?

O fato é que há nos milagres de Cristo três características que praticamente nunca se encontram nos “milagres” dos pentecostais e neopentecostais. Quais são? Vejamos:

A – Os milagres de Cristo eram todos estupendos.

Veja:

Cristo alimentou milhares de pessoas com o mínimo de alimento fazendo com que este se multiplicasse.

Cristo andou sobre as águas. Cristo não afundou.

Cristo ressuscitou um morto de quatro dias. 

Será que os ditos milagres de hoje se comparam com os que Cristo fez? Com certeza se formos honestos todos diremos que não. Compare os fatos de lá com os fatos de cá, meu amigo. Por favor, compare e reflita.

B – Os milagres de Cristo eram imediatos.

Cristo dava uma ordem e imediatamente o milagre acontecia, como vimos acima. Mas hoje é assim? Não! Os ditos milagreiros de hoje se esforçam, e clamam, e falam, e decretam, mas nada se vê imediatamente. Que diferença!

C – Os milagres de Cristo tinham muitas testemunhas.

Observe com muita atenção especialmente onde estiver grifado:

Estava ali um homem enfermo havia trinta e oito anos. Jesus, vendo-o deitado e sabendo que estava assim há muito tempo, perguntou-lhe: Queres ser curado? Respondeu-lhe o enfermo: Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; pois, enquanto eu vou, desce outro antes de mim. Então, lhe disse Jesus: Levanta-te, toma o teu leito e anda. Imediatamente, o homem se viu curado e, tomando o leito, pôs-se a andar. E aquele dia era sábado. Por isso, disseram os judeus ao que fora curado: Hoje é sábado, e não te é lícito carregar o leito. Ao que ele lhes respondeu: O mesmo que me curou me disse: Toma o teu leito e anda. Perguntaram-lhe eles: Quem é o homem que te disse: Toma o teu leito e anda? Mas o que fora curado não sabia quem era; porque Jesus se havia retirado, por haver muita gente naquele lugar. Mais tarde, Jesus o encontrou no templo e lhe disse: Olha que já estás curado; não peques mais, para que não te suceda coisa pior. O homem retirou-se e disse aos judeus que fora Jesus quem o havia curado. E os judeus perseguiam Jesus, porque fazia estas coisas no sábado.” Jo 5: 5-16.

Dito isso, cuspiu na terra e, tendo feito lodo com a saliva, aplicou-o aos olhos do cego, dizendo-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que quer dizer Enviado). Ele foi, lavou-se e voltou vendo. Então, os vizinhos e os que dantes o conheciam de vista, como mendigo, perguntavam: Não é este o que estava assentado pedindo esmolas? Uns diziam: É ele. Outros: Não, mas se parece com ele. Ele mesmo, porém, dizia: Sou eu. Perguntaram-lhe, pois: Como te foram abertos os olhos? Respondeu ele: O homem chamado Jesus fez lodo, untou-me os olhos e disse-me: Vai ao tanque de Siloé e lava-te. Então, fui, lavei-me e estou vendo. Disseram-lhe, pois: Onde está ele? Respondeu: Não sei. Levaram, pois, aos fariseus o que dantes fora cego.” Jo 9: 6-13.

E, tendo dito isto, clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora! Saiu aquele que estivera morto, tendo os pés e as mãos ligados com ataduras e o rosto envolto num lenço. Então, lhes ordenou Jesus: Desatai-o e deixai-o ir. Muitos, pois, dentre os judeus que tinham vindo visitar Maria, vendo o que fizera Jesus, creram nele. Outros, porém, foram ter com os fariseus e lhes contaram dos feitos que Jesus realizara. Então, os principais sacerdotes e os fariseus convocaram o Sinédrio; e disseram: Que estamos fazendo, uma vez que este homem opera muitos sinais? Se o deixarmos assim, todos crerão nele; depois, virão os romanos e tomarão não só o nosso lugar, mas a própria nação.” Jo 8: 43-48.

Cada milagre de Cristo possuía várias testemunhas oculares que podiam descrevê-los perfeitamente, dessa forma eles se tornavam públicos e inquestionáveis ao ponto de os próprios inimigos dizerem: “Que estamos fazendo, uma vez que este homem opera muitos sinais?”. Além disso, estes milagres eram feitos em vários tipos de lugares. E os milagres de hoje? Ora, não chegam nem perto disso. São sempre muito maquiados e feitos em lugares preparados para o “evento”, e praticamente nunca se encontram testemunhas que realmente possam expô-los com exatidão. 

Enfim, meus caros leitores, os milagres de hoje são muito diferentes dos milagres de Cristo. Neste caso como é possível que pentecostais e neopentecostais interpretem Jo 14:12 como se referindo a milagres semelhantes ou até maiores que os de Cristo, se nada disso pode ser encontrado em seus próprios movimentos? A minha resposta é que isso acontece porque eles há muito abandonaram as Escrituras. Eles não ouvem a Bíblia, mas impõem a ela suas próprias ideias. E então a deturpam como o fazem com Jo 14:12. O fato é que a própria experiência deles demostra que é equivocada a interpretação que fazem do texto. No entanto não queremos nos basear na experiência, mas testá-la pelas Escrituras, o que de certa forma já temos feito até aqui. Mas desejo neste momento olhar especificamente o próprio texto, procurando compreender sua mensagem com meus leitores.

2 – Obras e obras maiores em Jo 14:12.

 Mas afinal o que Jesus nos ensina neste texto? Bem, ao olharmos para o contexto anterior e posterior vemos que Jesus fala de si próprio como o que manifesta o Pai (Jo 14:9), e que sua Palavra é do Pai (Jo 14:10). Posteriormente ele ensina a respeito do Espírito Santo (Jo 14:16, 17). Mais adiante ele mostra que a função do Espírito seria testificar sobre a Verdade a medida que os discípulos espalhassem a mensagem de Cristo (Jo 15:26-16:15). Observemos neste ponto que no próprio texto de Jo 14:12 Nosso Senhor fala que os discípulos farão obras maiores porque Ele vai para o Pai. Isso também nos liga imediatamente a questão do Espírito Santo, visto que só seria dado quando Cristo fosse glorificado por ocasião da consumação de sua obra para a Salvação de seu Povo (Jo 7: 27-39). Em conexão a estes fatos lembremos que em Atos 1:8 Cristo fala que o Espírito daria poder aos discípulos para que o Evangelho se espalhasse a lugares cada vez mais distantes até que chegasse aos confins da terra. Ainda devemos lembrar que Vida Eterna é o Conhecimento de Deus e Cristo, sendo está a grande obra de Cristo (Jo 5:19-24 e 17:3). E Cristo também falou que atrairia seu povo a Ele mesmo quando fosse levantado, e que isso ocorreria a medida que a Palavra fosse pregada (Jo 12:23-32 e 17:20).


Tudo isso indica que “obras” e “obras maiores” se refere a propagação da Verdade pelos discípulos e consequente conversão de muitos, inclusive de gentios. Neste sentido que fariam os discípulos o mesmo que Cristo fez e até mais. Note que enquanto Cristo esteve na terra a obra de pregação se limitava a sua pessoa, mas quando subiu ao Pai enviou o Espírito Santo. Este Espírito agora capacita a todo o Povo de Deus. Dessa forma o Evangelho se espalhou e chegou de fato aos confins da terra. Até nós brasileiros crentes ouvimos dele e fomos convertidos pelo Espírito Santo. Assim as “obras maiores” são milhões e milhões de pessoas convertidas mediante a pregação dos discípulos ungida pelo Espírito Santo que os capacita. Amigos, o grande milagre não é a ressurreição de um morto físico, mas a ressurreição de um morto espiritual. Você entende? Tudo se relaciona à Vida Eterna. Assim, “obras maiores”, mais que se referirem a milagres no mundo físico, se referem ao grande milagre no mundo espiritual, que é a conversão de um pecador ao evangelho de Cristo. Após a vinda do Espírito no pentecoste isso têm acontecido a milhões (At 2). (Para mais detalhes sobre esta linha de argumentação consulte os comentários do Evangelho de João de F. F. Bruce e Hendriksen). Assim podemos afirmar que quando um neopentecostal ou pentecostal interpreta Jo 14:12 apenas com relação a matéria, ele rebaixa o texto. O que quero dizer é que a interpretação neopentecostal eleva o menor milagre, que é o físico, e despreza o maior, que é o espiritual. Mas isso não é de se admirar visto que o Neopentecostalismo é em essência materialista. Para provarmos o fato basta lembrarmos como Teologia da Prosperidade cresceu e se impregnou neste movimento. 

Continua...

Pode ser copiado e distribuído livremente, desde que indicada a fonte, a autoria, e o conteúdo não seja modificado!

*Estudo da EBD do dia 16 de fevereiro de 2014, na Congregação Batista Reformada em Belém. 



Humanismo - Dr. Lloyd-Jones.




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